Polícia Civil afirma ter identificado contradições na versão apresentada pela patroa de Berenice Ramos de Aguiar Faria. A empresária está presa temporariamente, enquanto as investigações sobre o desaparecimento e a suposta morte da cozinheira continuam.

(Foto: Reprodução)
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A Polícia Civil afirma ter encontrado uma série de contradições na versão apresentada pela empresária investigada pelo desaparecimento e suposta morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

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Para os investigadores, as inconsistências reforçam a principal linha de investigação, que trata o caso como um homicídio, embora o corpo da vítima ainda não tenha sido localizado.

Berenice havia sido demitida

Berenice desapareceu no fim de junho, um dia após ser demitida da pousada onde trabalhava. Segundo familiares, ela aguardava o pagamento das verbas rescisórias para retornar à cidade de Igaratá, no interior paulista.

De acordo com a investigação, antes de desaparecer, a cozinheira teria discutido com a patroa justamente por questões relacionadas ao encerramento do vínculo empregatício. A empresária também teria oferecido uma carona à funcionária, que nunca mais foi vista.

Divergências levantam suspeitas sobre o caso

Ao longo da investigação, a Polícia Civil identificou divergências entre os depoimentos prestados pela suspeita e outros elementos reunidos no inquérito. Entre eles estão imagens de câmeras de segurança, informações sobre a movimentação dos envolvidos e vestígios periciais analisados durante as diligências.

Os investigadores também trabalham com a hipótese de que Berenice tenha sido morta dentro de um dos veículos utilizados pela investigada, cenário que ainda depende da conclusão dos laudos técnicos.

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Prisão temporária da empresária

As suspeitas levaram a Justiça a decretar a prisão temporária da empresária, considerada pela polícia a principal investigada no caso. A medida foi solicitada para evitar eventual interferência na produção de provas e permitir o avanço das investigações.

A defesa da suspeita nega envolvimento no desaparecimento e afirma que pretende demonstrar sua inocência durante o andamento do processo.

Investigações seguem

Enquanto novas perícias são realizadas, equipes da Polícia Civil seguem em busca do corpo da cozinheira e da coleta de outras evidências que possam esclarecer a dinâmica do crime.

O inquérito continua em andamento e caberá ao Ministério Público, após a conclusão das investigações, decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

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