O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação para apurar a conduta de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo após ele ter ido ao apartamento onde uma policial militar foi encontrada morta.

A PM Gisele Santana e o marido Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronal da Polícia Militar. — Foto: Reprodução/TV Globo
A PM Gisele Santana e o marido Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronal da Polícia Militar. — Foto: Reprodução/TV Globo

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação para apurar a conduta de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo após ele ter ido ao apartamento onde uma policial militar foi encontrada morta.

O caso aconteceu na capital paulista e envolve a morte da PM Gisele Alves Santana. O principal suspeito é o marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso sob acusação de feminicídio.

Segundo as investigações, o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan esteve no apartamento após ser chamado pelo próprio tenente-coronel, com quem mantém relação de amizade.

Presença no local gerou questionamentos

A presença de um integrante do Judiciário em um local ligado a um crime em investigação levantou dúvidas sobre possível interferência ou quebra de imparcialidade.

O procedimento foi aberto pelo CNJ na última quinta-feira (19) e tramita sob sigilo. A apuração busca esclarecer se houve violação de deveres funcionais por parte do magistrado.

A investigação teve início após questionamentos apresentados pela deputada federal Sâmia Bomfim, que apontou preocupação com a conduta do desembargador diante da gravidade do caso.

Paralelamente, a morte da policial segue sendo investigada na esfera criminal.

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