A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, apontado pela investigação como padrasto da bebê Helena Rodrigues Almeida, de apenas 10 meses, afirmou, em entrevista exclusiva ao Portal Bacci Notícias, que o investigado não estava no quarto onde a criança morr
A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, apontado pela investigação como padrasto da bebê Helena Rodrigues Almeida, de apenas 10 meses, afirmou, em entrevista exclusiva ao Portal Bacci Notícias, que o investigado não estava no quarto onde a criança morreu.
Helena morreu na última segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE). O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará.

helena e sua mãe (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Segundo a advogada Gleicy Kelly Leitão, seu cliente afirma que permaneceu na sala do imóvel durante todo o período e que estava embriagado no momento dos fatos.
“Quem estava no quarto era o Levy, que é primo do Ray e amigo de infância da mãe da Helena. A própria mãe relatou isso.”
Defesa apresenta hipótese de asfixia acidental
Durante a entrevista, a advogada afirmou que a estratégia da defesa considera a possibilidade de a morte ter ocorrido por uma asfixia acidental, hipótese que, segundo ela, depende exclusivamente da conclusão da perícia.
A defesa argumenta que o homem identificado como Levy teria dormido no quarto onde a bebê estava e que, em razão do peso corporal, poderia ter ocorrido uma compressão acidental.
“A tese da defesa é justamente que existiu ali um estado de embriaguez e que a causa da morte possa ter sido uma asfixia acidental decorrente da compressão corporal pelo fato de Levy ter muito peso.”
A advogada acrescentou que, em alguns casos, a compressão de bebês por adultos pode provocar lesões, inclusive na região anorretal, mas ressaltou que essa possibilidade ainda depende da confirmação técnica dos exames.
“Essa hipótese defensiva depende da confirmação técnica da perícia. O laudo oficial da Perícia Forense vai esclarecer a causa da morte e esclarecer se houve ou não violência sexual.”
Cliente colaborou com a investigação, diz advogada
Gleicy Kelly Leitão afirmou ainda que Francisco Ray colaborou com as investigações desde o início, prestando depoimento e autorizando voluntariamente a coleta de material genético.
“Independentemente da causa da morte, se foi homicídio doloso, culposo ou se houve violência sexual, o Raí não participou, porque esteve o tempo todo na sala do imóvel, inclusive com a mãe da criança.”
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Defesa pede respeito ao devido processo legal
Por fim, a advogada afirmou compreender a comoção causada pelo caso, mas defendeu que a investigação seja conduzida exclusivamente com base nas provas técnicas produzidas durante o inquérito.
“Meu cliente tem ciência da repercussão e está colaborando com as investigações. A defesa confia que o caso será decidido com base nas provas produzidas nos autos, e não pela opinião pública ou pela comoção social. Os fatos precisam ser esclarecidos, respeitando a presunção de inocência e o devido processo legal.”
Investigação continua
O caso é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca). Até o momento, dois homens permanecem presos por suspeita de envolvimento na morte da bebê.
A Polícia Civil aguarda os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que deverão indicar a causa da morte, esclarecer se houve violência sexual e auxiliar na definição das responsabilidades criminais dos investigados.
Veja a reconstituição do caso:




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