Monique Medeiros voltou à prisão após decisão do STF e pediu autorização para ter novamente a companhia de um gato adotado durante período anterior no presídio.

Monique Medeiros precisou deixar o plenário após exibição de imagens periciais durante depoimento técnico no júri. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.
Monique Medeiros precisou deixar o plenário após exibição de imagens periciais durante depoimento técnico no júri. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

Após se entregar à polícia, Monique Medeiros voltou à Penitenciária Talavera Bruce, na segunda-feira (20), e fez um pedido inusitado: autorização para ter novamente a companhia de um gato que conheceu durante sua passagem anterior pela unidade.

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Segundo a defesa, Monique pretende solicitar oficialmente que o animal, batizado de Hércules, possa permanecer com ela no presídio.

Pedido à direção da unidade

De acordo com o advogado Hugo Novais, a solicitação será formalizada, embora ele reconheça que o tema não seja central diante da gravidade do caso.

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O gato teria sido “adotado” por Monique durante o período anterior em que esteve presa. O animal ficava sob cuidados de uma policial e passou a acompanhar a detenta dentro da unidade.

Durante o período em liberdade, após decisão judicial em março, Monique chegou a levar o gato para casa.

Agora, caberá à direção da penitenciária decidir se Hércules poderá voltar a conviver com ela no ambiente prisional.

Prisão foi restabelecida pelo STF

A nova prisão de Monique foi determinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no último dia 17. O magistrado restabeleceu a prisão preventiva e derrubou decisão anterior que havia concedido liberdade à acusada.

A medida foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República, que defendeu o retorno da prisão. Monique se apresentou à 34ª Delegacia de Polícia de Bangu e foi encaminhada novamente ao sistema prisional.

Relembre o caso

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Na época, o casal alegou que a criança teria sofrido um acidente doméstico. No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões pelo corpo, além de hemorragia interna e laceração hepática, descartando essa versão.

Os dois réus negam as acusações e sustentam inocência.

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