A história de sobrevivência de Lucélia Rodrigues da Silva, hoje com 28 anos, voltou a chamar atenção ao revelar como está a vida da jovem quase duas décadas após ter sido resgatada de uma série de torturas praticadas pela mãe adotiva em Goiânia, Goiás.
A história de sobrevivência de Lucélia Rodrigues da Silva, hoje com 28 anos, voltou a chamar atenção ao revelar como está a vida da jovem quase duas décadas após ter sido resgatada de uma série de torturas praticadas pela mãe adotiva em Goiânia, Goiás.
Atualmente, Lucélia se define como uma mulher feliz. Ela é casada, mãe de três filhos e atua como missionária, compartilhando sua trajetória de superação em igrejas e eventos pelo Brasil.

Reprodução / redes sociais
Resgate chocou o país
Lucélia tinha apenas 12 anos quando foi resgatada, em 17 de março de 2008, dentro do apartamento onde vivia com os pais adotivos. No local, a menina foi encontrada acorrentada e amordaçada, com diversos ferimentos pelo corpo.
Segundo as investigações, ela era submetida a sessões constantes de tortura pela ex-empresária Sílvia Calabresi Lima. Entre as agressões relatadas estavam queimaduras e mutilações. Em um dos episódios, a agressora teria usado um alicate para cortar a língua da menina.
Lucélia havia sido levada para a casa da mulher aos 10 anos, após uma adoção considerada ilegal. As denúncias que levaram ao resgate resultaram na prisão de Sílvia, que tinha 42 anos na época.
Nova família e processo de recuperação
Após o resgate, Lucélia foi encaminhada inicialmente para um abrigo. Pouco tempo depois, acabou adotada por um casal de pastores e se mudou para o estado de Minas Gerais.
Ela conta que começou o processo de recuperação logo nos primeiros dias com a nova família, com acompanhamento de psicólogos, psiquiatras e apoio religioso. Segundo a missionária, o processo de cura começou ainda na adolescência.

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Traumas que permanecem
Mesmo após anos de tratamento e reconstrução da vida, Lucélia afirma que ainda convive com alguns traumas do período de violência. Ela relata que durante muito tempo teve pesadelos com a agressora e medo de que a mulher voltasse a procurá-la. Com o passar dos anos, esses episódios diminuíram.
A ansiedade é uma das consequências mais presentes. Lucélia afirma que ainda se sente profundamente afetada ao ver crianças chorando, inclusive os próprios filhos. Segundo ela, a reação pode estar ligada às situações que viveu durante a infância, quando era proibida de chorar ou demonstrar dor enquanto era agredida.
Hoje, ao compartilhar sua história em atividades missionárias, Lucélia afirma que busca transformar a própria experiência em uma mensagem de superação e fé.
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