A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (15), José Emílio de Brito, médico suspeito de ser responsável pela morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante um procedimento estético em Campo Grande, Zona Oeste da capital. Ele foi localizado na Tijuca, Zona Norte, e tinha contra si um mandado de prisão temporária.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (15), José Emílio de Brito, médico suspeito de ser responsável pela morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante um procedimento estético em Campo Grande, Zona Oeste da capital. Ele foi localizado na Tijuca, Zona Norte, e tinha contra si um mandado de prisão temporária.
A vítima morreu no dia 8 de setembro, durante uma lipoaspiração com enxerto de glúteos realizada na clínica Amacor, que posteriormente foi interditada pela polícia. Segundo inspeção, o local apresentava medicamentos vencidos e não oferecia condições adequadas para procedimentos cirúrgicos de emergência. O laudo do IML apontou perfuração renal e hemorragia interna como causa da morte.
José Emílio possui mais de dez processos na Justiça. Em 2008, circunstâncias semelhantes resultaram na morte de outra paciente, pelo qual ele foi condenado em 2018 a dois anos e quatro meses de detenção por homicídio culposo, substituídos por prestação de serviços e multa.
Quatro ex-pacientes do médico já foram intimadas a depor, algumas relatando constrangimento, já que procuraram os procedimentos com o objetivo de melhorar a autoestima, mas sofreram danos e sequelas.
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Médico que conduziu cirurgia durante a qual jovem morreu é preso (Foto: Reprodução/TV Globo)
Relembre o caso
Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, faleceu na tarde de 8 de setembro durante uma cirurgia estética na clínica Amacor, em Campo Grande. A família afirma que a equipe médica demorou a agir diante das complicações e que o local não possuía estrutura suficiente para emergências, o que levou à necessidade de acionar o Samu. Apesar da chegada da equipe de resgate, a jovem não resistiu.
O caso foi registrado na 35ª DP e encaminhado à Delegacia do Consumidor (Decon) para investigação. O hospital, em nota, esclareceu que funciona como uma “One Day Clinic”, oferecendo apenas a estrutura para os procedimentos, e que a responsabilidade pelo atendimento caberia à equipe médica presente. O estabelecimento afirmou ainda que os protocolos de emergência foram seguidos corretamente.
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Quem era Marilha
Marilha Menezes Antunes tinha 28 anos, trabalhava como técnica de segurança do trabalho em uma empresa de aviação e era mãe de um menino de seis anos. Ela havia decidido realizar a cirurgia estética como presente de aniversário, que ocorreu em 1º de setembro.
Segundo familiares, a jovem sofreu perfuração de um órgão durante o procedimento, causando hemorragia interna. A irmã de Marilha relatou que acompanhou parte da cirurgia e percebeu que algo estava errado após três horas, acionando o Samu e a Polícia Militar.
Marilha era descrita como uma pessoa dedicada e sonhadora, que buscava melhorar sua autoestima com o procedimento estético.
