A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), divulgou no sábado (20) uma nota pública em que manifesta dor, indignação e cobra justiça após a morte da estudante durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Maria Eduarda || Reprodução: Redes Sociais
Maria Eduarda || Reprodução: Redes Sociais

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), divulgou no sábado (20) uma nota pública em que manifesta dor, indignação e cobra justiça após a morte da estudante durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Foto: Reprodução.

Conhecida pelos familiares como Duda, a jovem morreu no dia 13 de junho após ser lançada da estrutura sem estar conectada ao sistema de segurança. O caso é investigado pela Polícia Civil e já resultou na prisão de seis pessoas ligadas à organização da atividade.

Trajetória e sonhos da jovem

Na nota, os parentes ressaltam que Maria Eduarda era estudante dedicada e tinha planos para o futuro. Formada em Nutrição Esportiva, ela cursava Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Além da vida acadêmica, trabalhava como recepcionista e estagiária em uma academia da cidade, área pela qual demonstrava grande interesse. Segundo a família, a jovem também fazia planos para construir uma família ao lado do namorado.

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“Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos”, afirma um trecho da nota.

Os familiares descrevem Maria Eduarda como uma pessoa alegre, bem-humorada e querida por todos ao seu redor.

Pedido por responsabilização dos envolvidos

A família classificou a morte da estudante como inaceitável e informou que acompanha o caso por meio de assessoria jurídica. Na manifestação, os parentes defendem que todas as circunstâncias sejam esclarecidas e que os responsáveis sejam punidos.

“É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões”, declarou a família.

Os familiares também afirmaram esperar que a investigação sirva de alerta para evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.

Polícia prende mais três suspeitos

No mesmo dia da divulgação da nota, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão temporária contra mais três pessoas ligadas à equipe responsável pelos saltos. Os novos alvos são uma mulher e dois homens apontados como integrantes da organização do evento. Com a operação, chegou a seis o número de presos no caso.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), também foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para as investigações.

Desaparecimento de câmera

Entre as linhas de apuração está o desaparecimento da câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto. Segundo a investigação, há indícios de possível supressão de provas e de exclusão de conteúdos digitais que poderiam ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.

Além da suspeita de homicídio com dolo eventual, quando há assunção do risco de provocar a morte, a Polícia Civil também apura a possível prática de fraude processual. Os três primeiros presos foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff (32), Vitor de Freitas Gonçalves (27), e Maicon Fernandes Cintra (42). Em depoimento, eles afirmaram não saber explicar como a jovem foi lançada sem estar presa ao equipamento de segurança.

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Perguntas continuam sem resposta

Uma semana após a tragédia, a principal dúvida dos investigadores permanece sem resposta: como a falha de segurança não foi percebida antes do salto.

A polícia também busca esclarecer a divisão de responsabilidades entre os integrantes da equipe, que cobrava cerca de R$ 180 por participante e promovia eventos do tipo, apesar de não possuir empresa formalizada nem autorização para explorar comercialmente o local.

Outro ponto analisado é a conduta de integrantes da organização após o acidente. Testemunhas relataram que algumas pessoas deixaram o local e teriam trocado de roupa antes da chegada das autoridades.

Reprodução / redes sociais

Relembre o caso

Maria Eduarda participava de um evento de rope jump realizado na manhã de 13 de junho na Ponte do Esqueleto. Vídeos gravados por participantes mostram o momento em que a estudante é posicionada para o salto e lançada da estrutura sem estar conectada à corda principal de segurança.

Nas imagens, uma pessoa chega a alertar sobre a ausência da corda poucos instantes após o lançamento, mas a jovem já havia caído. A morte provocou grande repercussão nacional e internacional e intensificou o debate sobre fiscalização e segurança em atividades radicais realizadas sem estrutura adequada.

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