A Justiça Eleitoral do Ceará condenou o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) por violência política de gênero após uma série de declarações feitas contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (18) e aponta que as falas do político tiveram caráter ofensivo e misógino.
A Justiça Eleitoral do Ceará condenou o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) por violência política de gênero após uma série de declarações feitas contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (18) e aponta que as falas do político tiveram caráter ofensivo e misógino.

Ciro Gomes foi condenado pela Justiça Eleitoral após declarações contra Janaína Farias. Foto: Reprodução.
Declarações aconteceram após posse no Senado
As declarações ocorreram entre abril e maio de 2024, logo após Janaína assumir temporariamente uma vaga no Senado Federal como suplente de Camilo Santana (PT). Na época, Ciro chamou Janaína de “cortesã” e afirmou que ela seria “assessora para assuntos de cama” do ministro.
Segundo o juiz responsável pelo caso, as falas ultrapassaram o campo político e atingiram diretamente a dignidade e a reputação da então senadora.
Pena foi substituída por medidas alternativas
Ciro Gomes foi condenado a 1 ano e 4 meses de reclusão, além do pagamento de multa de R$ 4,2 mil. No entanto, a Justiça substituiu a prisão por penas alternativas.
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O ex-ministro deverá pagar 20 salários mínimos para Janaína Farias e outros 50 salários mínimos para entidades de proteção dos direitos das mulheres no Ceará.
Após a condenação, Janaína Farias afirmou que a decisão representa uma “vitória das mulheres”.
“A Justiça acaba de condenar o sr. Ciro Gomes por violência política de gênero. Não podemos relativizar a misoginia jamais”, declarou.
Ela também afirmou que pretende doar integralmente os valores da indenização para instituições ligadas à proteção feminina.
Defesa diz que vai recorrer
Em nota, Ciro Gomes afirmou acreditar que a condenação será revertida pelas instâncias superiores. Segundo o ex-ministro, as críticas tinham motivação política e não possuíam caráter sexista.
Apesar da condenação, Ciro poderá recorrer em liberdade, mas segue proibido de fazer novas declarações consideradas difamatórias contra Janaína Farias.
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