Eduardo Bolsonaro voltou a atacar Tarcísio de Freitas nas redes sociais, afirmando que o governador é “o candidato que o sistema quer” e questionando sua postura diante de possíveis disputas eleitorais. As críticas persistem mesmo após tentativas de aliados do PL de reduzir a tensão, incluindo uma viagem de Sóstenes Cavalcante aos EUA para conversar com o deputado. As ofensivas têm gerado preocupação entre parlamentares e fontes ligadas ao governo paulista, que veem risco de desgaste interno no campo conservador. Tarcísio mantém silêncio para evitar ampliar o conflito.

Parlamentar, que mora nos EUA, defende diálogo transparente e diz confiar em Trump para avançar nas tratativas com o Brasil. Foto: Divulgação.
Parlamentar, que mora nos EUA, defende diálogo transparente e diz confiar em Trump para avançar nas tratativas com o Brasil. Foto: Divulgação.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), intensificando o clima de tensão dentro da direita. Em nova publicação no Instagram, o parlamentar afirmou que “Tarcísio é o candidato que o sistema quer” e questionou a postura do governador diante de possíveis movimentações eleitorais futuras.

Eduardo declarou ainda que sempre será “claro com seus eleitores e apoiadores”, e sugeriu que “uma pessoa de princípios deveria ser a primeira a recusar a candidatura para qualquer cargo”. As declarações reforçam o tom crítico adotado pelo deputado, mesmo após pedidos de aliados para que reduzisse os ataques.

Segundo apuração de Venceslau, fontes próximas ao governador paulista afirmam que os ataques têm gerado insegurança sobre cenários eleitorais e alimentado preocupações nos bastidores. Parlamentares do PL que não estão alinhados a Eduardo também demonstram incômodo com o embate público, considerado prejudicial para a articulação do campo conservador.

A tensão levou, inclusive, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, a viajar aos Estados Unidos para tentar dialogar com Eduardo Bolsonaro na tentativa de conter a escalada de críticas contra governadores da direita.

Tarcísio, por sua vez, mantém a estratégia de silêncio. O governador evita responder às provocações para não ampliar o confronto, mas aliados admitem que o desgaste interno preocupa e pode comprometer projetos futuros dentro da própria direita.

O episódio evidencia uma divisão crescente entre figuras influentes do espectro conservador, levantando dúvidas sobre a coesão e a capacidade de organização do grupo para disputas eleitorais que se aproximam.

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