O cometa 3I/Atlas, um raro visitante interestelar, voltou a ser visível após passar atrás do Sol em seu ponto de maior aproximação, o periélio.
Agora em rota de saída do Sistema Solar, o objeto, o terceiro de fora do nosso sistema já confirmado, após ‘Oumuamua e 2I/Borisov, segue a mais de 210 mil km/h e pode cruzar o caminho da sonda Europa Clipper, da NASA.
Astrônomos preveem que o 3I/Atlas poderá ser observado da Terra entre o fim de novembro e o início de dezembro, principalmente nos hemisférios Sul e Leste, próximo às constelações de Virgem e Leão. Porém, por ter brilho fraco (magnitude 12), só será visível com telescópios.
A NASA e a Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN) estão aproveitando a passagem para aprimorar técnicas de rastreamento e estudo de corpos celestes, em um evento considerado uma oportunidade rara para compreender materiais vindos de outros sistemas estelares.
O cometa 3I/Atlas (imagem em destaque), corpo celeste de origem interestelar que vem despertando curiosidade e especulações em todo o mundo, voltou a ser visível após passar pelo periélio, o ponto mais próximo do Sol em sua trajetória.
O fenômeno ocorreu na quinta-feira (30), quando o astro ficou temporariamente oculto pela luminosidade solar. Agora, ele retoma o caminho rumo ao espaço profundo, devendo deixar definitivamente o Sistema Solar.

3I/Atlas (ESA divulgação)
A partir desta sexta-feira (31), o 3I/Atlas volta a ser detectado por sondas da NASA e de outras agências espaciais. Nas próximas semanas, o cometa deve afastar-se o suficiente do Sol para ser novamente observado a partir da Terra.

3I/Atlas (ESA divulgação)
Origem e trajetória
O 3I/Atlas é apenas o terceiro objeto interestelar confirmado a cruzar o Sistema Solar, os outros foram ‘Oumuamua e 2I/Borisov. Com uma órbita hiperbólica, ele viaja a mais de 210 mil km/h, velocidade que confirma sua origem fora do nosso sistema. Especialistas acreditam que ele jamais retornará à vizinhança da Terra.
Durante sua rota de saída, o cometa poderá inclusive cruzar o caminho da sonda Europa Clipper, da NASA, que segue em direção a Júpiter.
A agência norte-americana considera a aproximação uma oportunidade científica rara, já que o material do 3I/Atlas pode revelar informações sobre outros sistemas estelares.
Quando e como observar
Astrônomos estimam que o cometa poderá ser observado da Terra entre o fim de novembro e o início de dezembro, principalmente nos hemisférios Sul e Leste.
O melhor momento será logo após o nascer do Sol, na direção leste, próximo às constelações de Virgem e Leão.
No entanto, o brilho do 3I/Atlas é fraco magnitude em torno de 12, o que impossibilita a visualização a olho nu. A observação exigirá telescópios ou instrumentos ópticos de alta precisão.
Interesse científico
A passagem do cometa tem mobilizado cientistas e instituições de todo o planeta. A NASA e a Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN) estão usando o evento para testar novas técnicas de rastreamento e análise de objetos próximos à Terra.
O 3I/Atlas será o foco do próximo workshop internacional da rede, voltado ao aprimoramento das medições e observações de corpos celestes.
Raro e misterioso, o cometa 3I/Atlas reforça o quanto o espaço ainda guarda segredos tanto para a ciência quanto para a imaginação popular.
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