Máquina de elevação pélvica permite uso de cargas elevadas. Cinto é essencial para sustentar o peso durante o exercício. Falhas no equipamento podem causar lesões graves, como no caso da jovem.

Máquina de elevação pélvica. Foto: ilustrativa
Máquina de elevação pélvica. Foto: ilustrativa

O acidente grave envolvendo uma jovem de 19 anos em uma academia na Asa Norte acendeu o alerta para um equipamento comum nas rotinas de treino: a máquina de elevação pélvica. Utilizada para trabalhar principalmente glúteos e posterior de coxa, ela permite o uso de cargas elevadas — o que exige atenção redobrada na execução.

No caso registrado, a aluna utilizava cerca de 160 kg, um peso alto, mas possível dentro da proposta do exercício. O diferencial desse tipo de equipamento está no uso de um cinto ou faixa, que prende a carga ao corpo do praticante, garantindo estabilidade durante o movimento.

Detalhes da máquina na academia

O exercício consiste em elevar o quadril com a carga posicionada sobre a região pélvica. Para isso, o cinto é fixado ao equipamento e ao corpo do usuário, funcionando como ponto de sustentação. Qualquer falha nesse sistema — seja por desgaste, má fixação ou problema mecânico — pode fazer com que o peso se desprenda de forma brusca.

Especialistas apontam que, por envolver grandes cargas, o equipamento exige manutenção frequente e conferência das travas antes do uso. Além disso, a presença de um profissional acompanhando a execução é recomendada, principalmente em treinos com peso elevado.

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Outro fator importante é a adaptação progressiva de carga. Embora a jovem relatasse já estar acostumada com o peso utilizado, qualquer variação no equipamento ou na fixação pode representar risco. Diferente de aparelhos guiados, a elevação pélvica com cinto depende diretamente da integridade do sistema de sustentação.

Casos como esse, apesar de raros, reforçam a necessidade de protocolos de segurança dentro das academias, incluindo revisões periódicas e orientação constante aos alunos.

A Polícia Civil investiga se houve falha mecânica no equipamento ou negligência na manutenção. Enquanto isso, o episódio levanta um debate sobre segurança em treinos de alta carga — e os cuidados necessários para evitar que exercícios rotineiros se transformem em acidentes graves.

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