O Conselho de Ética da Câmara instaurou processos contra os deputados bolsonaristas Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão por participação em motim que ocupou o plenário após prisão domiciliar de Bolsonaro. As penas podem chegar a três meses de suspensão. Outros 11 parlamentares receberam censura escrita.

Foto: reprodução/Agência Câmara
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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou nesta terça-feira (7) processos contra os deputados bolsonaristas Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A medida ocorre após a participação dos parlamentares no motim que ocupou o plenário da Câmara dias depois da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O episódio aconteceu no retorno do recesso parlamentar, quando integrantes da oposição aliada a Bolsonaro ocuparam os plenários da Câmara e do Senado, exigindo a tramitação do chamado “pacote da paz”, composto por anistia, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim do Foro Privilegiado e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A desobstrução dos plenários só ocorreu após acordo entre a oposição e líderes do centrão, que se comprometeram a levar a anistia à pauta do plenário.

Os pedidos de suspensão foram enviados pelo corregedor da Câmara, Diego Coronel (PSD-BA), à Mesa Diretora, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB). Marcos Pollon pode receber até três meses de suspensão — um por ocupar a mesa e dois por ofender o presidente da Câmara. Van Hattem, que sentou na cadeira de presidente e se recusou a levantá-la, e Zé Trovão, acusado de impedir a chegada de Motta à mesa, podem ser afastados por 30 dias.

Relembre o motim feito pelos parlamentares

Os demais 11 deputados envolvidos no motim, incluindo o líder da bancada do PL, Sóstenes Cavalcantes (RJ), não tiveram pedidos de suspensão protocolados, mas foram alvo de censura escrita, uma advertência formal por suas ações durante a obstrução.

A abertura dos processos pelo Conselho de Ética reforça a postura da Câmara em responsabilizar parlamentares que descumpram regras internas e mantenham conduta incompatível com o exercício do mandato.

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