O ex-jogador Robinho solicitou oficialmente a transferência da Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, para um dos centros de ressocialização de Limeira, Rio Claro ou Bragança Paulista.
O ex-jogador Robinho solicitou oficialmente a transferência da Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, para um dos centros de ressocialização de Limeira, Rio Claro ou Bragança Paulista. A medida foi requerida por seu advogado, Mário Rossi Vale, à juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, corregedora dos presídios da região de São José dos Campos, onde cumpre pena por estupro.
Pedido de transferência e análise judicial
O requerimento de Robinho foi protocolado logo após ele prestar esclarecimentos à juíza sobre supostos privilégios dentro da unidade, acusação que negou veementemente. Embora a magistrada tenha recebido o pedido, ressaltou que a transferência de presos é uma medida administrativa que deve ser analisada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Ela afirmou, contudo, não se opor à mudança desde que todos os requisitos legais sejam cumpridos e haja vaga em outra unidade.
Convivência forçada e atenção excessiva
Segundo relatos de funcionários da penitenciária, Robinho teria mencionado que o desejo de deixar Tremembé decorre do excesso de atenção recebido e do convívio forçado com outros detentos de grande repercussão. Ele teria demonstrado incômodo com o aumento de visitas à unidade e com as fofocas circulando entre colegas e agentes.
Penitenciária II conhecida como “presídio dos famosos”
A Penitenciária II de Tremembé ganhou notoriedade por abrigar detentos de grande repercussão nacional, incluindo Alexandre Nardoni, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, Roger Abdelmassih e Lindemberg Alves. Desde a chegada de Robinho, as visitas à unidade aumentaram cerca de 30%, conforme levantamento de especialistas e colunistas que estudam o sistema prisional.
Atividades e rotina de Robinho
No período em que está detido, Robinho também atua como técnico e jogador do Tremembé Futebol Clube, time formado por detentos, e costuma presentear colegas com chuteiras. A rotina de atividades e interações com outros presos reforça o contexto de convivência forçada citado pelo ex-atleta como motivo do pedido de transferência.