O corpo de Paulo Guilherme da Silva Guerra, de 6 anos, foi encontrado dentro de uma mala preta em frente ao Cemitério São Jorge, no bairro da Marambaia, em Belém, na segunda-feira (27). O caso chocou a população e trouxe à tona lembranças do “Crime da Mala” de 1973, quando uma menina de 2 anos foi morta e colocada em uma mala pelo próprio pai, no mesmo bairro.
Segundo a Polícia Científica do Pará, o corpo de Paulo apresentava sinais de asfixia e estava dentro da mala havia mais de seis horas. O principal suspeito, George Hamilton dos Santos Gonçalves, catador de lixo e vizinho da vítima, tinha passagens por estupro de vulnerável e foi linchado por moradores após a descoberta do crime.
As semelhanças entre os dois casos — vítimas infantis, o uso de uma mala e o local — causaram perplexidade e comoção em Belém, reacendendo discussões sobre a violência contra crianças e a necessidade de políticas de proteção à infância.
O assassinato de Paulo Guilherme da Silva Guerra, de apenas 6 anos, cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala preta em frente ao Cemitério São Jorge, em Belém (PA), reacendeu a memória de um dos episódios chocantes da história criminal do estado.
A semelhança entre os dois casos é perturbadora. Em ambos, as vítimas eram crianças, as mortes ocorreram na mesma região e os corpos foram escondidos em malas.
O caso atual da criança morta na mala
O corpo do menino foi localizado na tarde de segunda-feira (27), após um pedestre estranhar uma mala abandonada e decidir abri-la.
Paulo havia sido dado como desaparecido desde a noite anterior, e sua foto circulava nas redes sociais.
Segundo a Polícia Científica do Pará, o corpo estava no interior da mala havia mais de seis horas quando foi encontrado, o que indica que ela foi deixada no local por volta das 5h da manhã.

Menino de 6 anos que foi encontrado morto
O laudo preliminar aponta sinais de asfixia mecânica, possivelmente por estrangulamento ou sufocamento, já que não havia ferimentos externos.
O principal suspeito, George Hamilton dos Santos Gonçalves, catador de lixo e vizinho da vítima, tinha duas passagens por estupro de vulnerável, registradas em 2004 e 2016.
Moradores relataram que fotos de crianças e imagens da mala suspeita foram encontradas em seu celular. Após a descoberta do corpo, George foi linchado e morto por populares revoltados.
O “Crime da Mala” de 1973
O episódio remete ao chamado “Crime da Mala”, ocorrido em 1º de novembro de 1973, também em Belém (PA).
Na ocasião, Diene Ellen, de apenas 2 anos, foi violentada, assassinada, esquartejada e colocada dentro de uma mala pelo próprio pai, conhecido como “Raimundo Sapateiro”. Ele foi preso e cometeu suicídio pouco depois.
O caso ganhou enorme repercussão e ficou marcado na história policial do estado. O delegado Armando Mourão, responsável pela investigação à época, relembrou em entrevista que o crime foi descoberto quando a mala com o corpo da criança, despachada em um ônibus com destino a Marabá, começou a exalar um forte odor, levando à prisão do assassino.
Com o passar dos anos, o túmulo de Diene Ellen, no mesmo Cemitério São Jorge, tornou-se um ponto de devoção popular.
Fiéis afirmam ter recebido graças e milagres pela intercessão da menina, cujo túmulo costuma ser adornado com brinquedos e flores.
Coincidências que impressionam
As coincidências entre os dois casos, o bairro, Marambaia, a mala, a vítima infantil e a ligação com o cemitério, causaram perplexidade entre moradores e investigadores.
Apesar de separados por cinco décadas, ambos os crimes refletem a brutalidade contra crianças e a vulnerabilidade da infância diante da violência.
Enquanto familiares e moradores se despedem de Paulo Guilherme sob forte comoção, o nome de Diene Ellen ressurge na memória dos paraenses como símbolo de um passado doloroso que, tragicamente, parece se repetir.
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