O rope jump, prática que ganhou atenção após a morte de uma jovem em Limeira, foi criado pelo alpinista Dan Osman. O esporte consiste em saltos com cordas de escalada e difere do bungee jumping por não usar elásticos. O caso segue em investigação.

Dan Osman (Foto: Reprodução)
Dan Osman (Foto: Reprodução)

Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira (SP), no sábado (13), o interesse pelo funcionamento e pela origem do esporte voltou a ganhar destaque nas redes sociais.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A jovem morreu após uma queda de cerca de 40 metros durante a atividade, que está sendo investigada pela Polícia Civil.

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Criador do rope jump morreu praticando

O rope jump foi criado pelo alpinista norte-americano Dan Osman, referência mundial na escalada solo e considerado um dos pioneiros dos esportes radicais. Ele ficou conhecido por testar limites físicos em saltos e escaladas em grandes alturas, especialmente no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia.

De acordo com registros do American Alpine Institute, Osman também morreu em 1998, aos 35 anos, durante uma tentativa de salto em Yosemite. Na ocasião, houve falha no sistema de ancoragem, e o equipamento acabou se rompendo durante a queda.

O que é o esporte?

O rope jump, também conhecido como rope jumping, consiste em saltos de grandes alturas utilizando cordas de escalada de baixa elasticidade. Diferente do bungee jumping, que utiliza elásticos e provoca efeito de “sobe e desce” após a queda, no rope jump o movimento é controlado e tende a formar um balanço horizontal após a queda livre.

Nesse tipo de prática, o sistema de ancoragem é fixado próximo ao ponto de salto, permitindo que a queda vertical rapidamente se transforme em um movimento em arco, reduzindo o impacto direto do solo.

Quem foi Dan Osman

Dan Osman, apelidado de “Dano”, também era conhecido por seu estilo de vida fora dos padrões tradicionais da escalada. Ele trabalhava como carpinteiro e, nos fins de semana, se dedicava a desafios extremos em rochas e paredões naturais.

Entre suas escaladas mais conhecidas estão vias como “Atlantis” e “Bear’s Reach”, esta última registrada em vídeo e considerada uma das mais emblemáticas da história da escalada esportiva. O material segue sendo amplamente compartilhado entre praticantes e entusiastas do esporte.

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