Cientistas estudam os tardígrados, minúsculos animais de até 1 mm conhecidos como ursos-d’água, para desenvolver aplicações que vão da proteção de pacientes contra radiação em tratamentos de câncer à conservação de alimentos e remédios, além da exploração espacial.
Extremamente resistentes, eles já foram encontrados em ambientes hostis como o topo do Himalaia, o fundo do mar, a Antártida e até sobreviveram ao vácuo do espaço, onde algumas fêmeas chegaram a pôr ovos e gerar filhotes.
Pesquisadores estudam maneiras de aproveitar as habilidades únicas dos tardígrados, que são minúsculos animais de até 1 milímetro, conhecidos como ursos-d’água, para aplicações que vão de tratamentos contra o câncer à exploração espacial.
Esses organismos, que lembram pequenos monstros de ficção científica com garras afiadas e dentes pontiagudos, já provaram suportar condições que seriam fatais para a maioria das formas de vida.
Pesquisas
As pesquisas miram usos como proteger pacientes de terapias de radiação, prolongar a conservação de alimentos e substâncias médicas, e até viabilizar viagens interplanetárias, de acordo com o site Época Negócios.
Cientistas já catalogaram cerca de 1,5 mil espécies desses parentes dos artrópodes, grupo que inclui insetos e crustáceos, mas ainda não chegaram a um consenso sobre sua classificação exata no reino animal.
Habitantes típicos de musgos, líquens e folhas úmidas, os tardígrados também são encontrados em ambientes extremos, como o topo do Himalaia, o fundo do oceano, a Antártida e fontes termais altamente ácidas no Japão.
O que é surpreendente é que os tardígrados podem até ser cozidos, congelados, atirados com armas de fogo ou serem lançados ao espaço, que mesmo assim, conseguem sobreviver a quase tudo.
Sobreviventes no espaço
A resistência não se limita à Terra: em 2007, eles se tornaram os primeiros animais conhecidos a sobreviver ao espaço, e algumas fêmeas chegaram a pôr ovos fora do planeta, gerando descendentes saudáveis ao retornar.
O que dizem os especialistas
“Tudo o que fica normalmente no interior da célula fica esmagado”, afirma o professor de Biologia Molecular Thomas Boothby, da Universidade de Wyoming, nos Estados Unidos, para o site Época Negócios.
Os tardígrados evoluíram para enfrentar a dissecação, ou seja, eles sobrevivem quando ficam desidratados.
