De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (20) pela Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a considerar a possibilidade de pedir asilo ao governo argentino de Javier Milei. A defesa de Bolsonaro confirmou que ele recebeu essa sugestão, afirmando que o ex-presidente acolhia “todo tipo de sugestão” – entre elas, a que foi identificada pela PF.

Jair Bolsonaro deve passar por bateria de exames neste sábado (16). (Crédito: Ton Molina/STF)
Jair Bolsonaro deve passar por bateria de exames neste sábado (16). (Crédito: Ton Molina/STF)

De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (20) pela Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a considerar a possibilidade de pedir asilo ao governo argentino de Javier Milei. A defesa de Bolsonaro confirmou que ele recebeu essa sugestão, afirmando que o ex-presidente acolhia “todo tipo de sugestão” – entre elas, a que foi identificada pela PF.

Apesar disso, o advogado Paulo Cunha Bueno ressaltou que a ideia foi descartada pelo próprio Bolsonaro. “Podia ter ido, mas não foi. Ele não quis, não estava em prisão domiciliar, nem tinha tornozeleira. Teria condições de se evadir e não se evadiu”, declarou.

 

O advogado também afirmou que a sugestão partiu de terceiros, sem conseguir identificar sua origem. “Muita gente mandava muita coisa para ele. Todo tipo de sugestão. Alguém mandou para ele o pedido de asilo em fevereiro de 2024”, explicou.

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar violações e risco de fuga

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente se manifeste sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares impostas pela Corte e o “comprovado risco de fuga” do país. A decisão também foi proferida nesta quarta-feira (20).

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