A delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO), falou sobre a morte da bebê Helena, de dez meses, e reiterou a importância dos pais terem cuidados e atenção com seus filhos.

Bebê Helena (Foto: reprodução)
Bebê Helena (Foto: reprodução)

A delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO), comentou a tragédia envolvendo a morte da bebê Helena, de dez meses, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE), na última segunda-feira (14).

Delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO)

Delegada falou sobre cuidados com os filhos (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Por meio de vídeo publicado nas redes sociais, a procuradora comentou o episódio que envolve suspeita de violência sexual que teria sido cometida contra a criança por dois homens, de 22 e 26 anos.

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Delegada alerta para pessoas próximas

Após a confirmação de que um dos suspeitos estaria se relacionando com a mãe da criança, a delegada reiterou que o maior risco de casos de estupro geralmente se encontra dentro da própria casa, ou em um contexto familiar próximo.

“Como delegada de proteção à criança, eu vejo isso repetidamente: o maior perigo raramente vem de um estranho na rua. Ele mora dentro de casa. É o companheiro da mãe, um tio, um amigo da família bonzinho, vizinho de confiança, um parente… é aquele que todo mundo confia de olhos fechados”, afirmou Aline Lopes.

Necessidade de atenção e cuidados

Ela frisou que crianças não conseguem se defender e, em muitas vezes, até mesmo a comunicação é inexistente, como no caso da bebê de dez meses. “Um bebê não fala. Um bebê não se defende. Um bebê depende inteiramente de quem promete cuidar dele. Por isso a vigilância de todo adulto ao redor não é exagero, é dever”, completou.

“Não confie cegamente em absolutamente ninguém. Zele pelos seus filhos. Se você desconfia que alguma criança está sofrendo qualquer tipo de violência, denuncie, não se cale. O silêncio só protege agressores, permite que eles continuem nas ruas”, pontuou a delegada.

Como o caso veio à tona

Segundo depoimento prestado pela mãe da bebê às autoridades, ela acordou nas primeiras horas da manhã de segunda-feira e percebeu que a filha não reagia. Inicialmente, a mulher acreditou que a criança estivesse engasgada.

Ela relatou ainda ter encontrado um dos suspeitos sobre a menina no momento em que percebeu a situação. Diante disso, procurou equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que estavam nas proximidades do condomínio e, na sequência, levou a bebê até uma unidade de saúde, onde a morte foi confirmada.

De acordo com os autos, cinco pessoas estavam no apartamento durante a madrugada que antecedeu a morte de Helena: a mãe da criança, o homem apontado por ela como um relacionamento recente, um primo dele e outros dois familiares. As circunstâncias do que ocorreu no imóvel ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.

Prisões e investigação

Dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), da Polícia Civil do Ceará. Um deles seria o rapaz apontado pela mãe como relacionamento recente; o outro é primo dele.

Ambos foram autuados por estupro de vulnerável seguido de morte e, segundo a Dceca, foram conduzidos à delegacia apresentando sinais de embriaguez. As identidades dos dois não foram divulgadas pelas autoridades, que informaram que os suspeitos permanecem detidos em cela isolada.

Além da dupla presa, outras pessoas que estavam no apartamento na madrugada do crime também foram levadas para prestar esclarecimentos à polícia. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que os depoimentos fazem parte das diligências iniciais para reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar a responsabilidade de cada um dos envolvidos, incluindo quem estava com a bebê no momento do crime e quem a levou até a unidade de saúde.

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Mãe é alvo de ataques nas redes sociais

Desde que o caso ganhou repercussão, Yzabelle tem sido alvo de ataques em redes sociais, com internautas atribuindo a ela responsabilidade pela morte da filha. Familiares da bebê vieram a público para relatar o histórico de saúde de Helena desde o nascimento e pedir cautela nas manifestações sobre o caso enquanto a investigação está em curso.

Repercussão

A morte de Helena gerou forte comoção em Fortaleza e no restante do país, com manifestações de indignação nas redes sociais e cobranças por justiça. A menina foi sepultada na terça-feira (14).

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