A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), revelou novos detalhes sobre as falhas de segurança que antecederam a tragédia. Em depoimento à polícia, um dos integrantes da equipe responsável pela operação afirmou que permaneceu no local após o acidente e negou qualquer tentativa de fuga. O investigado relatou que, ao perceber que algo havia dado errado, desceu da plataforma e acompanhou a movimentação das equipes de socorro
Novos detalhes da investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, apontam para uma falha ainda mais grave nos procedimentos de segurança adotados durante o salto de rope jump.

Foto: Reprodução.
Em outro trecho do depoimento prestado à polícia, um dos integrantes da equipe responsável pelo salto que terminou na morte de Maria Eduarda afirmou que permaneceu no local após o acidente e negou qualquer tentativa de fugir ou se esconder das autoridades.
” – Você chegou a tentar se evadir, fugir?
– Não. No momento algum, na hora do acidente, na hora que eu tentei ter algum foco, eu percebi o que aconteceu e desci. Aí eu desci, o pessoal já estava socorrendo, eles não fizeram o RCP porque não precisavam, eles estavam esperando. E a partir dali eu fiquei ali embaixo.”
O homem relatou que permaneceu nas proximidades tentando compreender as circunstâncias da tragédia, mas disse não conseguir recordar o que aconteceu nos instantes que antecederam o salto da jovem.
Veja o depoimento:
“- Fiquei meio vagando, tentando entender o que aconteceu.
– E você não se recorda, então, no momento de colocar? Não se recorda o que aconteceu ali, esse lapso de não ter colocado a corda nela?
– Não.
– E cada salto, ou é você ou é o Felipe que coloca?
– Geralmente é o Felipe. 99%. Eu fico auxiliando a operação.”
Apesar disso, ao ser questionado diversas vezes sobre a checagem realizada com Maria Eduarda, o investigado disse não se recordar se os procedimentos foram efetivamente executados antes da atividade que terminou em tragédia.
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Suspeito detalha sistema de segurança
Em mais um trecho do depoimento, um dos responsáveis pela operação do salto explicou como funciona o sistema de segurança utilizado na prática de rope jump.
Segundo ele, os participantes costumam ser equipados com dois dispositivos de proteção interligados por conectores específicos, justamente para reduzir ao máximo a possibilidade de falhas durante a atividade.
” – Como que é presa essa corda?
– Essa corda é presa em um mosquete, é bem visível. Basicamente é uma cadeirinha interligada no peitoral e o mosquete, quando equipa a pessoa, fica fixo. A gente solta essa corda em dois lugares. São dois equipamentos. É a cadeirinha e o peitoral, justamente, para não ter falha no equipamento.”
Ao ser questionado sobre a ausência da corda no momento do salto de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, o homem disse não conseguir compreender como a falha ocorreu. Segundo ele, o protocolo prevê que o participante seja completamente preparado antes de chegar à borda da ponte, onde recebe as últimas orientações dos instrutores.
O depoente também descreveu que, após a checagem dos equipamentos, a pessoa é posicionada para o salto e acompanhada pelos operadores durante toda a execução da atividade. Ainda assim, afirmou não conseguir explicar como a jovem foi liberada sem estar conectada ao sistema de segurança.
Acidente fatal de Maria Eduarda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado (13), após um acidente durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. As investigações apontam que a jovem foi lançada da estrutura sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança que deveria sustentá-la durante o salto.
Segundo as apurações, a atividade era organizada pela empresa responsável pela operação no local. Durante a execução do salto, os responsáveis não teriam percebido que a participante ainda não estava presa ao equipamento indispensável para a prática da modalidade.
Veja o momento da queda:
Após a queda, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e prestaram socorro à vítima ainda no local. Apesar dos esforços dos profissionais de saúde, Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto.
Horas antes da tragédia, a jovem havia compartilhado registros nas redes sociais mostrando sua chegada ao evento e os preparativos para participar da atividade. Entre as publicações estavam fotos e vídeos feitos na própria Ponte do Esqueleto, pouco antes do salto que terminou de forma fatal.
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