O deputado Delegado Zucco (RS) acionou a PGR para investigar possível abuso de poder de Lula no desfile da Acadêmicos de Niterói. O parlamentar questiona o repasse de R$ 1 milhão da Embratur para a escola e aponta indícios de propaganda eleitoral antecipada e desrespeito religioso durante a homenagem ao presidente.
O deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos/RS) protocolou representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a instauração de procedimento investigatório eleitoral para apurar possível abuso de poder político e econômico envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Isso porque o presidente Lula foi homenageado durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Grupo Especial do Rio de Janeiro, realizado na Marquês de Sapucaí, na noite deste domingo (15).
A agremiação recebeu R$ 1 milhão por meio da Embratur, fato que, segundo o parlamentar, levanta questionamentos quanto à utilização de recursos públicos em evento com possível conotação eleitoral.
“O uso de recursos públicos em manifestações culturais não pode servir de instrumento para promoção eleitoral ou ataque a adversários políticos. É preciso esclarecer os favos com transparência”, afirma o parlamentar.
*Detalhes do pedido encaminhado pelo deputado*
Mais detalhes do caso envolvendo Lula
No pedido encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco (Ofício nº 8/2026), Zucco sustenta a necessidade de investigação sobre:
* *Possível abuso de poder político e econômico*, diante do financiamento público considerado expressivo e da participação de autoridades em evento que teria apresentado conteúdo de natureza eleitoral;
* *Eventual prática de propaganda eleitoral antecipada*, ainda que de forma não textual ou subliminar, por meio de exaltação de pré-candidato, referências a pleito futuro, uso de elementos visuais associados a simbologias partidárias e ataques a adversários políticos — circunstâncias que, segundo o deputado, afastariam a aplicação do artigo 36-A da Lei nº 9.504/97;
* *Possível captação ou gasto ilícito de recursos para fins eleitorais*, com pedido de identificação de financiadores e comprovação da origem dos valores empregados;
* *Eventual desrespeito à liberdade religiosa*, diante de alegações de ridicularização de religiões e possível incitação a preconceito contra grupos de fé.
Caso sejam comprovadas irregularidades, a legislação eleitoral prevê sanções como multa, cassação de direitos políticos e inelegibilidade.
A representação foi protocolada nesta segunda-feira (16/2) junto à Procuradoria-Geral da República.
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