O deputado Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal em nova fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes e vazamento de informações na Educação do RJ. A apuração aponta desvio de recursos públicos e ligações com outros investigados já presos.
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso na manhã desta terça-feira (5) pela Polícia Federal durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas e fraudes envolvendo agentes públicos no Rio de Janeiro.

Batizada de Operação Narcofluxo, a ação mobilizou mais de 200 policiais federais em diversos estados do país. Foto: Divulgação / PF.
Nesta etapa, a apuração foca em irregularidades em procedimentos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.
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Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
Esquema de fraudes envolvendo Thiago Rangel
Segundo as investigações, havia um esquema de direcionamento de contratações em escolas estaduais ligadas à Diretoria Regional Noroeste da SEEDUC.
Após o recebimento de recursos públicos, sócios ou procuradores das empresas envolvidas realizavam saques em dinheiro e, posteriormente, depósitos ou transferências para companhias ligadas ao grupo investigado.
Os valores desviados, ainda conforme a apuração, eram misturados com recursos lícitos em contas bancárias de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo suposto líder da organização.
Outras fases da operação
A Operação Unha e Carne já teve desdobramentos anteriores. Em fases anteriores, foram presos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, no mês passado, e o desembargador Macário Júdice Neto, no fim de 2025.
Rangel é apontado como próximo de Bacellar e também do governador Cláudio Castro.
Ligação familiar
A filha do deputado, Thamires Rangel, foi nomeada aos 19 anos como subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade. Posteriormente, ela foi exonerada pelo governador interino Ricardo Couto.
A investigação segue em andamento e deve aprofundar o papel dos envolvidos no suposto esquema.
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