A Câmara dos Deputados aprovou a derrubada de uma medida provisória que propunha uma alternativa ao IOF, gerando forte impacto político e fiscal. O governo projeta um rombo de R$ 42 bilhões nas contas públicas caso a proposta não seja restabelecida.

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A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (8), a derrubada de uma medida provisória que propunha uma alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O governo projetava um rombo de R$ 42 bilhões nas contas públicas caso a proposta fosse restabelecida.

A medida derrubada pretendia tributar aplicações financeiras de forma a aumentar a arrecadação — uma tentativa de driblar resistências à elevação direta do IOF. No entanto, muitos parlamentares consideraram a MP excessiva ou injusta, e o Congresso rejeitou sua validade. A oposição argumentou que causar carga tributária mais alta sobre investimentos poderia desestimular o mercado financeiro.

Por trás desse embate, está uma tensão já tradicional entre o Executivo e o Legislativo sobre o equilíbrio fiscal. O governo afirma que a medida era necessária para fechar as contas. Enquanto que seus opositores respondem que a conta pode pesar mais ainda sobre a confiança dos investidores e o crescimento econômico.

A previsão de déficit de R$ 42 bilhões acende um alerta vermelho para o Orçamento. Parte dessa previsão considera a perda de receitas, caso a MP não vigorasse. Outra parte reflete gastos que foram estimados com base na expectativa de que a proposta tributária passasse.

Com a rejeição, o governo terá que rever seu plano de receita ou cortar despesas para compensar o impacto. O cenário desencadeia debates intensos sobre ajustes fiscais, corte de investimentos, possível contingenciamento e repercussões para o serviço público.

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