O desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho (64), foi encontrado morto na segunda-feira (19) em uma área de mata do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O magistrado estava desaparecido desde o dia 14 de abril.

Alcides Martins Ribeiro Filho (Reprodução / Divulgação)
Alcides Martins Ribeiro Filho (Reprodução / Divulgação)

O desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, 64 anos, foi encontrado morto na segunda-feira (19) em uma área de mata do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O magistrado estava desaparecido desde o dia 14 de abril.

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Alcides Martins Ribeiro Filho (Reprodução / Divulgação)

A informação foi confirmada pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Segundo a Polícia Civil, não havia sinais aparentes de violência no corpo, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que devem apontar a causa da morte.

Desembargador atuava no TRF-2

Alcides Martins Ribeiro Filho integrava o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, corte responsável pelos processos federais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Com mais de três décadas de atuação no Judiciário federal, ele era considerado um magistrado influente dentro do tribunal. Em nota, o TRF-2 lamentou a morte do desembargador e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas.

Magistrado desapareceu após entrar em táxi

Segundo as investigações, Alcides foi visto pela última vez no dia 14 de abril. Antes de desaparecer, ele realizou um saque de R$ 1 mil e entrou em um táxi com destino à região onde o corpo acabou sendo encontrado semanas depois. A Polícia Civil informou que segue investigando as circunstâncias da morte.

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Desembargador havia sido afastado pelo CNJ

O nome de Alcides Martins Ribeiro Filho ganhou repercussão nacional em 2025, após ele ser afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça. A medida ocorreu depois de um episódio de violência doméstica registrado na residência do magistrado, em Ipanema, Zona Sul do Rio.

Na ocasião, vizinhos acionaram a polícia após ouvirem uma discussão dentro do imóvel. Segundo informações da ocorrência, o desembargador teria resistido à abordagem policial e acabou conduzido algemado para uma delegacia. De acordo com a polícia, a então esposa apresentava marcas nos braços e no pescoço, e a filha do casal teria presenciado a cena.

Após o episódio, Alcides passou a responder por violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade. Desde o afastamento determinado pelo CNJ, o magistrado estava longe das atividades públicas do tribunal.

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