Eduardo Bolsonaro anunciou que será suplente na chapa ao Senado liderada por André do Prado em São Paulo. A decisão ocorre em meio a articulações políticas no PL e limitações jurídicas que impedem o ex-deputado de disputar como titular.

Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde março II Foto: Zeca Ribeiro/CâmaradosDeputados
Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde março II Foto: Zeca Ribeiro/CâmaradosDeputados

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro anunciou que disputará uma vaga como suplente no Senado nas eleições deste ano. A chapa será encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, também filiado ao PL.

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A decisão foi divulgada nas redes sociais do ex-parlamentar, que justificou a escolha com base no capital político e na trajetória de Prado. Segundo Eduardo, o aliado reúne experiência e articulação política necessárias para a disputa.

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Composição da chapa

Além de André do Prado como titular e Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente, a segunda suplência deve ficar com o ex-prefeito de Holambra, Fernando Godoy.

Prado é apontado como nome de consenso dentro do PL paulista e também conta com o apoio do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.

Apoio político e articulação

Na avaliação de Eduardo Bolsonaro, o presidente da Alesp possui forte capilaridade junto às prefeituras e capacidade de articulação política, além de ter conduzido pautas de interesse do governador Tarcísio de Freitas na Assembleia.

O ex-deputado também destacou que a escolha faz parte de uma estratégia política mais ampla, com foco nas eleições nacionais e no fortalecimento de pautas defendidas pelo grupo.

A definição do nome de André do Prado ocorreu após uma disputa interna no partido. Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente outros nomes que se colocaram à disposição para a vaga, como Mario Frias, Gil Diniz, Sonaira Fernandes, Marco Feliciano, Mello Araújo e Rosana Valle.

Segundo ele, a escolha buscou consolidar uma candidatura competitiva e unificar forças dentro do partido.

Impedimentos e estratégia eleitoral

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e afirma que não pretende retornar ao Brasil enquanto tramitarem processos contra ele no Supremo Tribunal Federal.

Por conta dessa situação, o ex-deputado não poderia disputar diretamente um cargo como titular, mas pode concorrer como suplente, função que permite atuação política à distância enquanto o titular conduz a campanha.

O ex-parlamentar foi cassado por faltas no plenário, mas segue elegível. Ainda assim, enfrenta processos judiciais que podem impactar sua situação eleitoral até a data do pleito.

Cenário em São Paulo

A chapa ao Senado deve integrar o projeto de reeleição de Tarcísio de Freitas. A segunda vaga na disputa também é alvo de articulações e pode contar com o nome do deputado federal Guilherme Derrite.

A movimentação reforça o cenário de alianças e disputas internas entre partidos de direita em São Paulo, considerado um dos principais colégios eleitorais do país.

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