A primeira-dama Janja Lula viajará a Paris de 19 a 21 de outubro para participar de seminário sobre transição energética e educação ambiental, a convite da Associação Autres Brésils. A viagem, sem custos ao governo, foi autorizada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O evento a apresenta como “Enviada Especial para Mulheres na COP30”, enquanto a oposição questiona seu novo papel oficial no gabinete da Presidência.

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Em meio às críticas da oposição ao decreto que ampliou o acesso da primeira-dama ao gabinete da Presidência, o governo de Lula autorizou a viagem de Janja Lula a Paris, na França, por três dias.

A autorização foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que estava como presidente interino durante a viagem de Lula a Roma. Segundo o decreto, Janja estará em Paris de 19 a 21 de outubro, a convite da Associação Autres Brésils, participando de um seminário sobre transição energética e educação ambiental.

A página da organização apresenta Janja como “Enviada Especial para Mulheres na COP30”, cargo designado pelo governo brasileiro. “Enviada Especial Designada para a Gestão da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas 2025, Janja Lula da Silva é uma socióloga com décadas de experiência em projetos de gênero, geração de renda e desenvolvimento sustentável. Isso traz uma perspectiva essencial para os nossos debates”, afirma a Autres Brésils.

Críticas da oposição

A primeira-dama voltou a ser alvo da oposição por causa do decreto de agosto de 2025, que amplia seu acesso aos servidores do gabinete da Presidência da República.

Na segunda-feira (13), a oposição protocolou projetos para derrubar as alterações, criticando novas funções de Janja, incluindo a atuação como representante do governo em eventos oficiais.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou:

“A primeira-dama não concorreu a qualquer cargo e, muito menos, foi eleita ou autorizada pela Constituição Federal ou por qualquer lei em sentido estrito a ter verba, funcionários públicos à sua disposição e, o pior, representar o chefe do Executivo em atividades de caráter cultural, social ou cerimonial.”

Apesar das críticas, o governo segue defendendo a atuação de Janja em eventos internacionais relacionados a meio ambiente, gênero e desenvolvimento sustentável.

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