O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, afirmou que a operação não configura uma ocupação militar.

ONU/Manuel Elias (Reprodução)
ONU/Manuel Elias (Reprodução)

O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, afirmou na segunda-feira (05) que a operação realizada pelo país em território venezuelano não configura uma ocupação militar nem uma guerra contra a Venezuela ou seu povo. A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada para discutir a ação americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

Segundo Waltz, a ofensiva deve ser entendida como uma operação policial com o objetivo de prender um narcotraficante, referência direta ao chefe do Executivo venezuelano, que será julgado nos Estados Unidos. O embaixador sustentou que a iniciativa segue os princípios do Estado de Direito e não representa interferência contra a população do país.

Declaração dos EUA

“Não há uma guerra contra a Venezuela ou contra seu povo. Não estamos ocupando um país. Trata-se de uma operação policial para prender um narcotraficante que será julgado nos Estados Unidos de acordo com o Estado de Direito”, afirmou Mike Waltz durante a sessão.

O diplomata também acusou Maduro de facilitar o tráfico de drogas que chega aos Estados Unidos e de enriquecer com a instabilidade e a miséria geradas no país. Waltz alegou ainda que o presidente venezuelano mantém ligações com organizações classificadas como terroristas pelos EUA, além de autoridades iranianas e outros grupos que, segundo ele, atuam de forma nociva na região e no cenário internacional.

Energia e influência internacional

Durante o discurso, o representante americano destacou que a Venezuela possui algumas das maiores reservas de energia do mundo, atualmente sob controle de líderes que, segundo os EUA, não beneficiam a população local. Ele afirmou que essas riquezas estariam sendo exploradas por oligarcas e por aliados externos considerados adversários de Washington.

Repercussão internacional

A reunião do Conselho de Segurança foi solicitada pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, que tem adotado postura crítica em relação às decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Brasil participa da sessão, mas não tem direito a voto por não integrar o grupo de membros permanentes do Conselho.

Conforme apurado por interlocutores do Itamaraty, o país será representado pelo embaixador Sérgio Danese, que deve se manifestar durante o encontro. Ainda segundo fontes diplomáticas, o Brasil não pretende alterar sua posição em relação à operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela.

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