Uma empresária identificada como Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é investigada por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos, na região metropolitana de São Luís, no Maranhão. O caso aconteceu em Paço do Lumiar e ganhou repercussão após áudios atribuídos à investigada serem divulgados pela imprensa local.
Uma empresária identificada como Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é investigada por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos, na região metropolitana de São Luís, no Maranhão. O caso aconteceu em Paço do Lumiar e ganhou repercussão após áudios atribuídos à investigada serem divulgados pela imprensa local.

A empregada doméstica agredida. (Reprodução / TV Mirante)
Segundo a denúncia, a jovem trabalhava havia cerca de 15 dias na residência da empresária quando passou a ser acusada de ter furtado um anel. Conforme o relato da vítima, as agressões começaram com puxões de cabelo, tapas e socos, além de chutes pelo corpo. A doméstica afirmou que tentou proteger a barriga durante as agressões por estar grávida.
De acordo com as investigações, a empresária teria contado com a ajuda de um homem armado durante a sessão de violência, que teria durado aproximadamente uma hora. Em áudios divulgados pela TV Mirante, a suspeita relata detalhes das agressões e afirma que o homem colocou uma arma na cabeça e na boca da vítima.
Mesmo após o anel ter sido encontrado dentro de um cesto de roupas, as agressões teriam continuado. Em um dos áudios, Carolina afirma que “deu tanto” na vítima que a mão ficou inchada.
A jovem procurou a polícia, registrou boletim de ocorrência e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), que confirmaram as lesões corporais. O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão.
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Áudios e investigação
Os áudios atribuídos à empresária já foram anexados ao inquérito policial. Segundo o delegado Walter Wanderley, responsável pela investigação, as gravações reforçam a autoria das agressões.
“Não existe autoria mais patente do que o próprio agressor confessar”, afirmou o delegado à imprensa local.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que o inquérito está em fase avançada e que novas informações não serão divulgadas neste momento para não prejudicar as investigações.
Além disso, a conduta dos policiais militares que atenderam a ocorrência também passou a ser apurada. Em um dos áudios, a empresária afirma que não foi levada à delegacia porque um dos agentes a conhecia.
Defesa nega julgamento antecipado
Em nota enviada à imprensa, Carolina afirmou que sua defesa já teve acesso ao inquérito e que apresentará sua versão “no momento adequado”. Ela também declarou repudiar qualquer forma de violência e pediu que não haja “julgamento antecipado”. A empresária afirmou ainda que familiares vêm sofrendo ameaças e ataques nas redes sociais após a repercussão do caso.
Histórico de processos
Segundo a Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, Carolina responde a outros processos judiciais. Entre eles, há uma condenação por calúnia relacionada à acusação falsa de furto contra uma ex-babá de seu filho, em 2024.
Na ocasião, ela foi condenada a seis meses de detenção em regime aberto, pena posteriormente convertida em prestação de serviços comunitários, além do pagamento de indenização por danos morais. A empresária teve prisão decretada pela Justiça, que segue a cargo dos trâmites do caso. A prisão aconteceu na manhã da quinta-feira (07).
Governador comenta caso
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, afirmou nas redes sociais que acompanha o caso e garantiu apoio à vítima. Segundo ele, equipes do governo já fizeram contato com a jovem para oferecer assistência e acompanhamento.
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