Um empresário luso-brasileiro e o filho foram mortos dentro do restaurante que administravam com um sócio em Montijo, na região metropolitana de Lisboa. O crime ocorreu na noite de 16 de novembro e chocou funcionários, clientes e a comunidade local.

Pai e filho foram mortos a tiros em Montijo, na região metropolitana de Lisboa; suspeito, sócio das vítimas, foi preso preventivamente. Foto: Divulgação / Redes sociais.
Pai e filho foram mortos a tiros em Montijo, na região metropolitana de Lisboa; suspeito, sócio das vítimas, foi preso preventivamente. Foto: Divulgação / Redes sociais.

Um empresário luso-brasileiro e o filho foram mortos dentro do restaurante que administravam com um sócio em Montijo, na região metropolitana de Lisboa. O crime ocorreu na noite de 16 de novembro e chocou funcionários, clientes e a comunidade local.

Segundo relatos de trabalhadores do estabelecimento O Apeadeiro, o suspeito, o português José Augusto, de 61 anos, chegou transtornado ao restaurante e disparou contra Pedro Ganança, de 60 anos. O filho, Theo, de 23 anos, teria tentado proteger o pai e também foi baleado. Ambos sofreram paradas cardiorrespiratórias e, apesar de serem socorridos, morreram no hospital.

José Augusto fugiu após o ataque, mas foi preso dois dias depois. A Justiça Portuguesa decretou prisão preventiva. De acordo com a Polícia Judiciária, o homem já tinha antecedentes criminais por sequestro e furto de veículos.

Mudança para Portugal

Pedro e Theo haviam se mudado para Portugal, em 2020, com o objetivo de abrir um restaurante próprio. A sociedade com o suspeito começou nesse período, e as obras do espaço, inaugurado em fevereiro deste ano, custaram milhares de euros.

Funcionários relataram que as discussões entre os sócios eram frequentes e se intensificaram nos últimos meses, muitas vezes por questões financeiras. Também afirmaram que José costumava chegar alcoolizado ao trabalho e destratar empregados, incluindo falas racistas.

Campanha de ajuda online

O restaurante divulgou uma nota lamentando a tragédia e homenageando pai e filho. Segundo o texto, Theo “foi covardemente assassinado ao tentar ajudar o pai”. Uma campanha online foi criada para arrecadar 9 mil euros para o translado dos corpos ao Brasil, valor que já havia alcançado cerca de R$ 54 mil até a atualização mais recente.

A Polícia Judiciária continua investigando o caso e ainda busca a arma utilizada no crime. A motivação oficial ainda não foi confirmada.

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