O desaparecimento de uma idosa durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida ganhou um novo desdobramento após familiares receberem ligações anônimas. O caso levou o Ministério Público a solicitar novas diligências para tentar identificar quem está por trás dos telefonemas.

Beatriz Joana Von Hohendorff Winck desapareceu em 2012 dentro do Santuário Nacional de Aparecida; falhas no sistema de monitoramento são apontadas como um dos principais entraves da investigação. Foto: Reprodução.
Beatriz Joana Von Hohendorff Winck desapareceu em 2012 dentro do Santuário Nacional de Aparecida; falhas no sistema de monitoramento são apontadas como um dos principais entraves da investigação. Foto: Reprodução.

O desaparecimento de uma idosa durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida ganhou um novo desdobramento após familiares receberem ligações anônimas. O caso levou o Ministério Público a solicitar novas diligências para tentar identificar quem está por trás dos telefonemas.

Beatriz Winck desapareceu durante visita ao Santuário Nacional de Aparecida. Foto: Reprodução.

Família recebeu ligações sem resposta

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o filho de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck recebeu chamadas do mesmo número em dois dias consecutivos. Quando atendeu, ninguém respondeu do outro lado da linha.

A família acredita que as ligações possam ter sido feitas por alguém que saiba o paradeiro da idosa, por uma tentativa de pedir resgate ou até mesmo por um trote. O número de telefone da família havia sido divulgado em cerca de 14 mil panfletos distribuídos no santuário após o desaparecimento.

Idosa desapareceu durante excursão

Beatriz desapareceu em outubro de 2012, durante uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida. Segundo a família, ela aguardava o marido próximo à Casa das Velas enquanto ele fazia compras. Quando retornou, ela já não estava mais no local.

O promotor Pietro Chidichimo encaminhou um ofício à Promotoria de Justiça de Aparecida solicitando a identificação do proprietário da linha telefônica utilizada nas chamadas anônimas.

A Polícia Civil de São Paulo continuava tratando o caso como desaparecimento e trabalhava com a hipótese de que a idosa pudesse ter embarcado, por engano, em outro ônibus durante o grande movimento de visitantes.

Investigação segue sem resposta definitiva

Os familiares afirmam que Beatriz não tinha diagnóstico de Alzheimer, embora apresentasse lapsos de memória em algumas ocasiões. Desde o desaparecimento, eles mantêm a esperança de encontrá-la.

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Na época, a Polícia Civil informou que também considerava a possibilidade de a idosa ter seguido para outro estado sem conseguir retornar.

MP tenta identificar autor das chamadas

O Ministério Público busca descobrir quem utilizava o telefone responsável pelas ligações à família. A identificação poderá ajudar a esclarecer se os contatos tinham relação com o desaparecimento ou se se tratavam apenas de chamadas falsas.

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