A Copa do Mundo de 2026 passou a utilizar uma tecnologia de escaneamento em 3D que cria avatares digitais dos jogadores em tempo real. O sistema, aliado à inteligência artificial, ajuda a aumentar a precisão da arbitragem, especialmente em lances de impedimento, além de oferecer novas possibilidades para as transmissões dos jogos.

Foto: Reprodução.
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A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história como a edição mais tecnológica já realizada. Além do uso de sensores, câmeras de alta precisão e inteligência artificial, a FIFA passou a utilizar um sistema de escaneamento em 3D capaz de criar avatares digitais de todos os jogadores inscritos na competição.

FIFA aposta em avatares digitais para revolucionar a arbitragem. Foto: Reprodução / FIFA.

A novidade faz parte de um conjunto de ferramentas desenvolvidas para aumentar a precisão da arbitragem e oferecer uma nova experiência ao público durante as transmissões dos jogos.

Como funciona o escaneamento

Antes de entrarem em campo, todos os atletas passam por uma cabine equipada com diversas câmeras de alta resolução. Em poucos segundos, os equipamentos registram simultaneamente diferentes ângulos do corpo do jogador, captando características como altura, formato do rosto, cabelo e proporções físicas.

Essas informações são utilizadas para criar um modelo tridimensional extremamente fiel ao atleta. A reconstrução digital é feita com o auxílio de inteligência artificial, que processa milhares de dados para gerar um avatar realista.

Inteligência artificial acompanha os movimentos

Durante as partidas, dezenas de câmeras espalhadas pelo estádio monitoram continuamente os jogadores. O sistema identifica cada atleta em diferentes ângulos e cruza essas imagens para determinar sua posição exata no gramado.

A partir desse processo, a tecnologia recria em tempo real um avatar 3D capaz de reproduzir todos os movimentos realizados em campo.

Segundo especialistas, esse modelo permite identificar com precisão a localização de partes do corpo importantes para análises técnicas, como pés, joelhos, ombros e cabeça.

Tecnologia ajuda na arbitragem

Uma das principais aplicações do sistema será no impedimento semiautomático. Com os avatares digitais, a equipe de arbitragem consegue visualizar a posição exata dos jogadores no momento do passe, reduzindo dúvidas em lances decididos por poucos centímetros.

O recurso serve como apoio aos árbitros, oferecendo uma reconstrução mais precisa da jogada sem substituir a decisão humana.

Novos ângulos para as transmissões

Além da arbitragem, a tecnologia também promete transformar a experiência dos torcedores. As emissoras poderão utilizar os avatares para exibir reconstituições em 3D das jogadas, permitindo visualizar lances polêmicos sob diferentes perspectivas e com maior riqueza de detalhes.

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Isso facilita a compreensão de decisões como impedimentos e disputas de bola, tornando as análises mais claras para quem acompanha as partidas.

Tecnologia pode chegar a outros esportes

Especialistas acreditam que sistemas semelhantes poderão ser utilizados futuramente em modalidades como judô, jiu-jítsu, atletismo e outros esportes em que a análise dos movimentos dos atletas é fundamental.

Além do esporte, a criação de avatares tridimensionais também pode encontrar aplicações nas áreas da saúde, entretenimento e pesquisa científica, ampliando as possibilidades de estudo do corpo humano e de interação em ambientes virtuais.

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