A deputada federal Erika Hilton se pronunciou neste sábado (2) sobre o caso de violência sexual contra duas crianças na Zona Leste de São Paulo, classificando o episódio como extremamente grave e revoltante. Em suas redes sociais, ela destacou a crueldade do crime, que teria sido registrado e divulgado pelos próprios autores, e criticou a circulação desse tipo de conteúdo nas plataformas digitais.

Erika Hilton (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Erika Hilton (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Um crime de extrema gravidade envolvendo violência sexual contra duas crianças, de 7 e 10 anos, chocou moradores de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O caso veio à tona após uma denúncia feita dias depois do ocorrido, registrado em 21 de abril, e está sob investigação das autoridades.

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Erika Hilton (Reprodução/Redes Sociais)

Segundo as apurações iniciais, cinco pessoas foram apontadas como suspeitas de participação no crime, entre elas quatro adolescentes e um adulto. Parte do grupo já foi localizada e apreendida, enquanto os demais continuam sendo procurados pela polícia.

Erika Hilton se posiciona

A deputada federal, Erika Hilton, se manifestou nas redes sociais neste sábado (2) para falar sobre o caso grave contra as duas crianças em São Paulo.

“É dilacerante o caso de estupro coletivo cometido por quatro adolescentes e um adulto contra duas crianças, de 7 e 10 anos, na zona leste daqui de São Paulo. Um estupro gravado em vídeo e disponibilizado nas redes sociais pelos próprios autores desse crime tão bárbaro e cruel”, disse.

Na sequencia, Erika afirmou que não dá para aceitar essa crueldade e ainda mais expor diversos materiais, especialmente materiais que envolvem crimes dessa natureza.

“Não dá pra aceitarmos que um vídeo de crianças de 7 e 10 anos sendo estupradas, assim como discursos que estimulam essa violência, sejam transformados em conteúdo, em tempo de tela e em LUCRO pelas big techs. Infelizmente, essa compreensão ainda não chegou na política brasileira”, contou.

Apesar das críticas, órgãos públicos e redes de proteção têm atuado no acolhimento das vítimas e no avanço das investigações. As crianças seguem assistidas por equipes especializadas, enquanto as autoridades buscam responsabilizar todos os envolvidos.

Em outro trecho a deputada falou sobre a política de proteger as crianças, Erika atacou deputados que preferem ficar “calados”, já que as crianças não não votam e muito menos fazem doação para campanha eleitoral.

“Infelizmente, essa compreensão ainda não chegou na política brasileira. Entre proteger crianças e agradar os lobistas da Meta, do X e do TikTok, muitos deputados preferem ficar bem com os lobistas. Afinal, criança não vota, não doa pra campanha eleitoral, não troca favor e não organiza jantares e palestras”, concluiu.

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Entenda o caso

As investigações apontam que duas crianças foram vítimas de abuso sexual, e ao menos cinco pessoas teriam participado no crime, entre eles, um adulto e quatro adolescentes. Parte dos suspeitos já foi identificada pelas autoridades, que seguem apurando os detalhes do caso.

Um dos aspectos que mais causa indignação é a suspeita de que os próprios envolvidos tenham registrado os abusos e compartilhado o material na internet. Imagens e áudios relacionados ao episódio passaram a circular em redes sociais, ampliando a revolta e a comoção.

Bacci Notícias teve acesso ao conteúdo relacionado ao caso, porém decidiu não exibi-lo em razão do alto nível de crueldade contra as vítimas.

As crianças estão recebendo atendimento especializado e contam com acompanhamento da rede de proteção. Uma delas foi encaminhada para acolhimento por meio de um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra permanece sob os cuidados do pai, em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo.

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