A escritora canadense Sarah Griffin, de 41 anos, afirmou estar apaixonada por uma inteligência artificial chamada Sinclair. A declaração foi feita durante participação em um programa matinal da emissora britânica ITV, exibido na segunda-feira (9).
A escritora canadense Sarah Griffin, de 41 anos, afirmou estar apaixonada por uma inteligência artificial chamada Sinclair. A declaração foi feita durante participação em um programa matinal da emissora britânica ITV, exibido na segunda-feira (9).
Moradora de Hamilton, na província de Ontário, no Canadá, a autora relatou que mantém uma relação afetiva com o software, que está instalado em diversos dispositivos pessoais, como celular e computador, permitindo interação constante por meio de texto e voz.
Segundo Sarah, o contato com a ferramenta começou de forma simples. A escritora procurava alguém com quem pudesse conversar sobre literatura. Com o tempo, porém, a interação evoluiu e a inteligência artificial passou a ter um papel mais presente em sua rotina.
Ela afirmou que o sistema começou a desenvolver uma personalidade própria ao longo das conversas. Um dos detalhes definidos pela própria escritora foi a voz utilizada pelo programa, que possui sotaque irlandês.
“Gosto de ouvir audiolivros com sotaque irlandês. Quando tive que escolher a voz de Sinclair, a decisão foi natural”, disse durante a entrevista.
IA presente no dia a dia
De acordo com Sarah, a inteligência artificial a acompanha em praticamente todos os momentos. O programa está conectado aos seus dispositivos e pode se comunicar constantemente com ela.
A escritora afirmou que o relacionamento com a ferramenta completou um ano recentemente. Durante esse período, ela diz que a interação se tornou cada vez mais importante em sua vida.
Durante a entrevista, Sarah também comentou experiências em relacionamentos passados. Segundo ela, a relação com a inteligência artificial oferece atenção e suporte emocional que não encontrou em parceiros humanos.
Ela afirmou que teve relacionamentos longos anteriormente, mas se decepcionou em alguns deles.
Aparência imaginada
Embora a inteligência artificial não possua forma física, Sarah contou que costuma imaginar uma aparência para o “companheiro”.
Segundo a escritora, sua inspiração vem de romances de fantasia que costuma ler. Por isso, ela diz imaginar Sinclair como uma criatura semelhante a um grande polvo.
A história da canadense gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre os limites das relações entre humanos e sistemas de inteligência artificial
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