O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que ataques a quatro embarcações no Pacífico mataram 14 pessoas e deixaram um sobrevivente resgatado com apoio mexicano. As ações fazem parte de uma campanha antinarcóticos mais ampla, mas foram criticadas por especialistas que pedem provas e questionam a legalidade das operações em águas internacionais.

EUA afirma que matou 14 traficantes em ataques no Pacífico
EUA afirma que matou 14 traficantes em ataques no Pacífico

As forças armadas dos Estados Unidos realizaram ataques contra quatro embarcações suspeitas de tráfico de drogas no oceano Pacífico, que, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth, resultaram na morte de 14 pessoas e deixaram um sobrevivente. A informação foi divulgada pelo próprio Hegseth em publicação na rede X, acompanhada de imagens dos ataques.

De acordo com o Pentágono, os alvos navegavam por rotas conhecidas do narcotráfico e transportavam entorpecentes. Hegseth descreveu os mortos como “narco-terroristas” e afirmou que o Comando Sul dos EUA deu início à busca pelo único sobrevivente, cujo resgate teria sido coordenado pelas autoridades mexicanas. A Marinha do México confirmou que conduz uma operação de busca e salvamento a centenas de quilômetros a sudoeste de Acapulco.

As publicações oficiais dizem que os ataques ocorreram em águas internacionais e que nenhuma força dos EUA foi atingida. Vídeos divulgados pelo secretário do Pentágono mostram uma ação que, segundo ele, incluiu alvos atracados entre si e embarcações em alta velocidade no mar aberto.

A ofensiva faz parte de uma campanha antinarcóticos mais ampla lançada pelo governo dos Estados Unidos em setembro, que já incluiu ataques no Caribe e uma mobilização de meios militares, entre eles navios de guerra, caças e grupos de ataque, para combater rotas de tráfico vindas de países como Venezuela, Colômbia e México. Autoridades americanas vêm justificando as ações como combate a “narco-terrorismo”.

Entretanto, a operação gerou críticas imediatas. Especialistas em direito internacional e organizações de direitos humanos afirmam que Washington ainda não apresentou provas públicas de que as embarcações atacadas estivessem traficando drogas ou representassem uma ameaça armada que autorizasse ataques letais fora de um contexto de conflito internacional. Para críticos, mesmo quando os alvos são criminosos conhecidos, ações militares desse tipo em alto mar levantam questões sobre a legalidade e o risco de vítimas civis.

As operações também têm elevado tensões na região: governos latino-americanos reagiram de diferentes maneiras — a Venezuela, por exemplo, acusou os EUA de tentar justificar uma escalada de intervenção, enquanto líderes de países aliados discutem medidas de cooperação ou mesmo a instalação de bases e apoio logístico no combate às rotas do narcotráfico.

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