Trump associa a Venezuela ao narcotráfico, anuncia investigação de cartéis por terra e reforço militar no Caribe. Até três barcos foram destruídos pelos EUA e tropas enviadas a Porto Rico. Em resposta, Maduro decretou estado de exceção, ampliando poderes do Executivo e intensificando preparo militar diante das ameaças.

Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Imagens
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ligar a Venezuela ao narcotráfico e anunciou que pretende “investigar os cartéis por terra”. As declarações foram feitas nesta terça-feira (30/9), antes de Trump se encontrar com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, para discursar diante de centenas de generais em uma base militar na Virgínia.

Trump afirmou:

“Vamos ver o que acontece com a Venezuela. Eles têm sido muito perigosos com drogas e com outras coisas. Agora, não temos barco na água, não há barcos de pesca, não há nada. Atacamos uma série de barcos, vocês provavelmente viram isso. Desde que fizemos isso, não temos absolutamente nenhuma droga entrando em nosso país pela água. Porque era letal. Agora, vamos investigar os cartéis por terra.”

O líder norte-americano destacou que ações das Forças Armadas em águas internacionais do Caribe visam combater o narcotráfico. Até o momento, foram atacadas três embarcações supostamente venezuelanas transportando drogas, destruídas por navios de guerra dos EUA com mísseis guiados. Além disso, centenas de fuzileiros navais foram enviados a Porto Rico, com reforço de caças F-35 para monitorar atividades de narcotraficantes.

“Começamos a usar o poder supremo das Forças Armadas dos Estados Unidos para destruir os terroristas e as redes de tráfico da Venezuela lideradas por Maduro. A todos os bandidos que introduzem drogas venenosas nos Estados Unidos: vamos eliminá-los da existência”, disse Trump.

Em resposta, o presidente venezuelano Nicolás Maduro decretou estado de exceção no país na segunda-feira (29/9), ampliando os poderes do Executivo diante de “agressão externa”. A medida permite restringir liberdades civis e reforçar ações militares e de controle interno, incluindo recrutamento de tropas navais, como preparação para possíveis ataques norte-americanos.

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