A FDA autorizou o uso do medicamento Wegovy em comprimido para perda de peso nos EUA. Desenvolvido pela Novo Nordisk, o remédio antes era aplicado apenas por injeção. A versão oral promete facilitar o acesso ao tratamento, que integra a classe de fármacos GLP-1, apontados pela OMS como importantes aliados no combate à obesidade.

EUA aprovam a 1ª pílula para perda de peso - Foto: divulgação
EUA aprovam a 1ª pílula para perda de peso - Foto: divulgação

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou nesta segunda-feira (22) que a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou o uso do medicamento antiobesidade Wegovy em forma de comprimido para a perda de peso.

Até então, o Wegovy — um agonista do receptor GLP-1 — era administrado exclusivamente por meio de injeções. Com a nova autorização, o tratamento passa a contar com uma pílula de dose diária, o que deve facilitar o acesso e a adesão dos pacientes ao medicamento.

Segundo a empresa, a versão oral oferece resultados semelhantes aos da aplicação injetável. A expectativa é que a novidade amplie significativamente o número de pessoas que conseguem utilizar o tratamento, considerado por especialistas uma das principais inovações no combate à obesidade nos últimos anos.

Os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 ganharam destaque inicialmente como terapias para diabetes tipo 2, mas passaram a ser amplamente usados para emagrecimento devido à eficácia na redução do apetite e no controle do peso corporal. Entre os mais conhecidos estão Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

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Antes da liberação da pílula, esses tratamentos exigiam aplicações regulares por injeção, além de cuidados como refrigeração, o que aumentava custos e dificultava o uso contínuo por parte dos pacientes.

No início de dezembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou apoio aos medicamentos à base de GLP-1, destacando o potencial dessas drogas como ferramenta estratégica no enfrentamento da obesidade e da diabetes. Atualmente, a obesidade afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo dados da entidade.

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