Uma ex-participante do reality show Gran Hermano foi presa em Buenos Aires acusada de aplicar o golpe conhecido como “boa-noite, Cinderela” contra um turista americano. A detenção ocorreu no último sábado (14), segundo autoridades locais.

Reprodução / Divulgação
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Uma ex-participante do reality show Gran Hermano foi presa em Buenos Aires acusada de aplicar o golpe conhecido como “boa-noite, Cinderela” contra um turista americano. A detenção ocorreu no último sábado (14), segundo autoridades locais.

A suspeita é Luciana Martínez, que participou da edição de 2024 do programa. De acordo com as investigações, ela teria contado com a ajuda do próprio empresário, Cristian Wagner, para executar o crime.

Turista teria sido dopado em quarto de hotel

Segundo o relato da vítima à polícia, os três se conheceram em uma festa na capital argentina na noite de sexta-feira (13) e decidiram continuar a confraternização em um quarto de hotel.

Durante o encontro, o grupo consumiu bebidas alcoólicas. Em determinado momento, o turista acabou adormecendo e, ao acordar por volta do meio-dia do dia seguinte, percebeu que havia sido roubado.

De acordo com o depoimento, o passaporte e um relógio haviam desaparecido. A vítima afirmou ainda ter poucas lembranças do que ocorreu durante a noite, o que é compatível com casos do golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela”, geralmente associado ao uso de substâncias sedativas.

Câmeras ajudaram a identificar suspeitos

Após registrar ocorrência, a vítima forneceu informações que levaram os investigadores a identificar os suspeitos. Imagens de câmeras de segurança do hotel mostraram Cristian Wagner deixando o local por volta das 7h da manhã. Já Luciana Martínez permaneceu no quarto até cerca de 10h30. Como os nomes dos dois estavam registrados no hotel, a identificação foi facilitada e a polícia conseguiu localizá-los poucas horas depois.

Pertences da vítima foram apreendidos

Durante buscas na casa do empresário, agentes encontraram uma bolsa contendo diversos objetos que seriam do turista, incluindo passaporte, óculos, relógio e peças de roupa. O material foi apreendido para análise e deve integrar as provas da investigação.

As autoridades argentinas continuam apurando o caso para esclarecer todos os detalhes da suposta aplicação do golpe e a participação de cada um dos envolvidos.

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