Um ex-funcionário da empresa Entre Cordas afirmou que Eveliyne dos Santos, uma das organizadoras da atividade de rope jump, teria pedido que o vídeo do salto fosse apagado logo após o acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 26 anos. O caso aconteceu no dia 13 de junho, em Limeira (SP), e o relato foi exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, na noite do último domingo domingo (05).

Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)
Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)

Um ex-funcionário da empresa Entre Cordas afirmou que Eveliyne dos Santos, uma das organizadoras da atividade de rope jump, teria pedido que o vídeo do salto fosse apagado logo após o acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 26 anos. O caso aconteceu no dia 13 de junho, em Limeira (SP), e o relato foi exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, na noite do último domingo domingo (05).

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos (Foto: Reprodução)

Eveliyne foi indiciada pela Polícia Civil nesta semana, juntamente com outros envolvidos na organização da atividade.

“A gente precisa apagar o vídeo”

Em entrevista ao programa, o ex-funcionário Gustavo Lozzi afirmou que ouviu a organizadora pedir que a gravação fosse apagada logo após o acidente.

“‘Gustavinho, traz essa câmera, a gente precisa apagar o vídeo’. Essas foram as palavras”, relatou.

Gustavo também afirmou que não presenciou ninguém retirando a câmera que estava presa ao corpo da vítima.

“Não vi ninguém tirando a câmera das mãos dela”, declarou.

Câmera desapareceu após salto de rope jump

A câmera de ação estava fixada ao braço de Maria Eduarda para registrar a experiência durante o salto. Segundo a Polícia Civil, o equipamento ainda não foi localizado e é considerado uma das principais peças da investigação, por poder esclarecer a dinâmica do acidente.

Os demais funcionários ouvidos pela polícia negaram ter retirado ou escondido o equipamento.

Polícia investiga possível ocultação de provas

De acordo com o inquérito, testemunhas relataram ter ouvido uma ordem para recuperar a câmera e apagar as imagens gravadas após o acidente.

A investigação também aponta que o desaparecimento do equipamento e a desativação de um perfil em uma rede social ligado à atividade podem indicar uma possível tentativa de ocultação de provas.

Andamento das investigações

A equipe Entre Cordas é investigada pela morte de Maria Eduarda, lançada sem cordas durante um salto. Na ocasião, Evelyne dos Santos Gonçalves, considerada líder do grupo, estava entre os envolvidos.

Na última quarta-feira (01), Evelyne foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual. Ela estava presa desde 20 de junho, sete dias após a morte da jovem. Dois outros integrantes, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, tiveram as prisões revogadas e não foram indiciados.

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Outros três membros da Entre Cordas – Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves – foram presos em flagrante e seguem detidos preventivamente. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

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