O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, se entregou à polícia após confessar ter matado um homem que arrematou sua casa em leilão. A vítima, um servidor público de 61 anos, foi baleada ao ir ao imóvel, que ainda aguardava trâmites judiciais para posse. O caso foi registrado como homicídio qualificado, e Bernal alega ter agido em legítima defesa.

Ex-prefeito se entrega após matar homem em disputa por imóvel (Foto: Divulgação/ Assembleia legislativa)
Ex-prefeito se entrega após matar homem em disputa por imóvel (Foto: Divulgação/ Assembleia legislativa)

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, se entregou à polícia na tarde de terça-feira (24) e confessou ter matado um homem que teria arrematado sua casa em leilão.

De acordo com a Polícia Civil, Roberto Mazzini, de 61 anos, era servidor público e teria invadido o imóvel após arrematá-lo, embora ainda aguardasse os trâmites judiciais para tomar posse.

A casa estava vazia, mas Bernal foi alertado pelo sistema de segurança. Ele foi até o local armado e efetuou disparos contra o homem.

A vítima foi atingida por dois tiros, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O ex-prefeito afirmou que o imóvel havia sido invadido e alegou ter agido em legítima defesa ao se apresentar à polícia.

O corpo foi encontrado na varanda, na entrada da residência. Segundo as autoridades, não havia ninguém morando no local.

Histórico de dívidas e leilão

O imóvel, em terreno de 1.440 m² e com área construída de 678 m², avaliado em R$ 3,7 milhões, foi a leilão em 2025 por conta de dívidas, com lance mínimo de R$ 2,4 milhões. Só em IPTU, são R$ 344 mil em pendências na casa em questão.

Também no ano passado, outra decisão desfavorável a Bernal expôs dívidas judicializadas. A Justiça do Tocantins deu prazo para que ele pagasse dívida de pensão alimentícia superior a R$ 112 mil, referente a 36 meses sem pagamento entre 2013 e 2016, além de dois 13º salários.

A ação foi movida pelo filho, que relatou dificuldades financeiras. Na decisão, o juiz também estabeleceu multa e a possibilidade de penhora de bens, incluindo imóvel no Jardim Paulista.

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado em flagrante como homicídio qualificado, com agravantes como traição, emboscada ou outro recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

Até o momento, não há confirmação se o ex-prefeito permanecerá preso.

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