Um exame de sanidade mental poderá trazer novos desdobramentos ao caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, conhecida nacionalmente como “Órfã de SC”. A mulher é investigada por ter vivido durante mais de um ano com uma família de Joinville (SC), apresentando-se como uma adolescente de 12 anos.
Um exame de sanidade mental poderá trazer novos desdobramentos ao caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, conhecida nacionalmente como “Órfã de SC”. A mulher é investigada por ter vivido durante mais de um ano com uma família de Joinville (SC), apresentando-se como uma adolescente de 12 anos.

Foto: Reprodução.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles e pela coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, o advogado Rafael Luiz Siewert, responsável pela defesa de Amanda, solicitou a realização da perícia após analisar o processo e conversar com a investigada. O pedido foi aceito pela Justiça.
“Esse exame vai nos orientar sobre os próximos passos do processo. Dependendo do resultado, a situação pode ser modificada e, eventualmente, impactar também outros processos envolvendo ela”, afirmou o advogado.
Amanda permanece presa preventivamente após a conversão da prisão em flagrante e seguirá à disposição da Justiça para a realização do exame.
O que o exame pode indicar?
O laudo pericial deverá avaliar a capacidade mental da investigada no momento dos fatos.
Caso os especialistas concluam que Amanda possui plena capacidade de entendimento e determinação, o processo seguirá normalmente. Se for constatada capacidade reduzida, a conclusão poderá influenciar uma eventual responsabilização penal, com possibilidade de atenuação da pena, conforme previsto na legislação.
Já em um cenário de incapacidade total, caberá à Justiça definir as medidas cabíveis, que podem incluir acompanhamento psiquiátrico especializado ou outras medidas previstas em lei.
A defesa ressalta que a perícia também pode concluir pela inexistência de qualquer transtorno ou comprometimento mental.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, Amanda costumava se apresentar como uma adolescente em situação de vulnerabilidade social, alegando ter fugido de casa após sofrer abusos. Embora mudasse de nome, idade e detalhes da história ao longo dos anos, mantinha um padrão semelhante: dizia ser menor de idade e buscava acolhimento junto a famílias, instituições ou órgãos públicos.
Um dos registros mais antigos apontados pela polícia ocorreu em 2010, em Natal (RN). Na ocasião, ela foi internada em um hospital e afirmou ter apenas 13 anos.
O então delegado responsável pelo caso, Luiz Lucena, afirmou que as investigações levantaram dúvidas sobre as informações apresentadas.
“A gente começou as investigações e descobriu que ela já havia adotado comportamento semelhante em outros locais. O próprio hospital informou que não havia indícios de que ela fosse menor de idade”, declarou à imprensa local.
Casos em outros estados
As apurações indicam que Amanda teria adotado versões semelhantes da história em diferentes regiões do país.
Em 2021, em Porto Alegre (RS), ela teria sido acolhida por uma instituição destinada a adolescentes em situação de vulnerabilidade. A verdadeira idade só teria sido descoberta após exames periciais.
No mesmo ano, uma investigação da Polícia Civil de Cachoeirinha (RS) resultou em sua prisão preventiva por estelionato. Segundo os investigadores, ela afirmava ter 11 anos. Amanda permaneceu presa por cerca de seis meses e deixou o sistema prisional em junho de 2022.
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O caso de Joinville
O episódio mais recente ocorreu em Joinville, no Norte de Santa Catarina.
Segundo a Polícia Civil, Amanda foi acolhida por uma família que acreditou em sua história e passou a tratá-la como filha. Durante o período em que viveu com o casal, ela utilizava o nome “Gabriele” e afirmava ter 12 anos.
De acordo com a investigação, ela participou da rotina familiar, recebeu presentes, festas de aniversário e acompanhamento médico. As suspeitas surgiram quando familiares passaram a perceber inconsistências em seus relatos, o que motivou novas verificações e a abertura da investigação.
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