A investigação sobre a morte de Maria Eduarda em um salto de rope jump em Limeira avançou com a prisão de mais três integrantes da equipe ‘Entre Cordas’. O influenciador Gusttavo Losi, que também integrava a equipe, afirmou à polícia que estava a quatro metros da plataforma, mas de costas, equipando outra cliente no momento do acidente. Ele também se manifestou nas redes sociais após a prisão temporária de três pessoas ligadas à organização do evento.

Gusttavo Losi trabalhando para Entre Cordas || Reprodução: Redes Sociais
Gusttavo Losi trabalhando para Entre Cordas || Reprodução: Redes Sociais

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda, ocorrida durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, ganhou novos desdobramentos com o avanço das investigações e a prisão de mais três integrantes da equipe ‘Entre Cordas’.

Entre os depoentes que estavam no local no momento do acidente, em 13 de junho de 2026, esteve o influenciador Luís Gustavo de Oliveira, conhecido nas redes sociais como Gusttavo Losi. Ele atuava no suporte técnico da atividade no dia da ocorrência.

Depoimento para polícia

Em seu depoimento formal à Polícia Civil, no dia do acidente, Gusttavo detalhou a sua posição na estrutura da ponte no exato instante em que a jovem saltou. O integrante da equipe relatou que trabalha com o grupo há cerca de um ano e que mantinha uma distância de aproximadamente quatro metros do ponto de salto, mas ressaltou que não testemunhou a dinâmica direta da queda por estar posicionado de costas para a plataforma principal.

“Ah, quase um ano aproximadamente um ano, talvez um pouco. Eu tava próximo uns 4 m de distância da onde fica a plataforma, só que eu tava de costas para onde fica (o local do salto na ponte)”, disse ele no depoimento obtido pelo portal Bacci Notícias.

De acordo com o relato do influenciador às autoridades, sua atenção estava concentrada na preparação de uma próxima participante. Ele explicou que realizava a colocação dos dispositivos de segurança em outra cliente, que estava programada para realizar o salto após Maria Eduarda.

“Eu tava equipando outra cliente, eu tava colocando equipamento de segurança nela. Aqui seria para pular depois dela (depois da Maria Eduarda)”, revelou Gusttavo no depoimento.

Assista o vídeo:

Acesse o canal BNTV no YouTube

Nas redes sociais

O posicionamento do funcionário também se estendeu aos seus perfis nas redes sociais, onde acumula mais de 30 mil seguidores devido às suas atividades artísticas. A manifestação pública ocorreu logo após a Polícia Civil efetuar a prisão temporária de três pessoas ligadas à organização do evento. O cumprimento dos mandados judiciais aconteceu no sábado, dia 20 de junho de 2026.

Na publicação, o integrante da equipe Entre Cordas afirmou que tem recebido muitas mensagens questionando o seu envolvimento e a sua visão sobre a morte da jovem. Gusttavo justificou a ausência de declarações detalhadas em razão do andamento dos procedimentos jurídicos e das investigações no caso.

“Tenho recebido muitas mensagens nos últimos dias sobre o caso da tragédia em Limeira.

Por enquanto, optei por não me manifestar publicamente sobre o assunto, pois ainda existem procedimentos e apurações em andamento na investigação do caso.

Não estou me omitindo nem sendo indiferente ao que aconteceu.

No momento oportuno, vou me pronunciar de forma clara.

Agradeço a compreensão de todos.”, escreveu Gusttavo na nota.

Nota publicada por Gusttavo Losi

Nota publicada por Gusttavo Losi, funcionário que trabalhou com a Entre Cordas no dia do salto de rope jump que vitimou a jovem Maria Eduarda Rodrigues  – Reprodução: Redes Sociais

Família quebra o silêncio

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), divulgou no sábado (20) uma nota pública em que manifesta dor, indignação e cobra justiça após a morte da estudante durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Conhecida pelos familiares como Duda, a jovem morreu no dia 13 de junho após ser lançada da estrutura sem estar conectada ao sistema de segurança. O caso é investigado pela Polícia Civil e já resultou na prisão de seis pessoas ligadas à organização da atividade.

Assista o vídeo:

Na nota, os parentes ressaltam que Maria Eduarda era estudante dedicada e tinha planos para o futuro. Formada em Nutrição Esportiva, ela cursava Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Além da vida acadêmica, trabalhava como recepcionista e estagiária em uma academia da cidade, área pela qual demonstrava grande interesse. Segundo a família, a jovem também fazia planos para construir uma família ao lado do namorado.

“Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos”, afirma um trecho da nota.

Os familiares descrevem Maria Eduarda como uma pessoa alegre, bem-humorada e querida por todos ao seu redor.

Pedido por responsabilização dos envolvidos

A família classificou a morte da estudante como inaceitável e informou que acompanha o caso por meio de assessoria jurídica. Na manifestação, os parentes defendem que todas as circunstâncias sejam esclarecidas e que os responsáveis sejam punidos.

“É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões”, declarou a família.

Reprodução / redes sociais

Os familiares também afirmaram esperar que a investigação sirva de alerta para evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas