Em entrevista exclusiva, a madrinha de bateria Karol Rosalin explicou a venda inusitada de seu suor, que virou notícia no exterior. Ela revelou que usa o valor para custear sua fantasia no Carnaval de SP, mas impôs limites: recusou propostas para vender o suor do dia do desfile por respeito à Acadêmicos do Tatuapé.
A influenciadora brasileira Karol Rosalin, que conta com mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, ganhou destaque internacional de uma forma inusitada nesta última semana. Ela foi pauta do tabloide britânico Daily Star ao contar que está fazendo sucesso “vendendo frascos com seu suor” do Carnaval e, nesta sexta-feira (6), conversou com exclusividade ao portal Bacci Notícias.
Karol Rosalin será madrinha de bateria da Acadêmicos do Tatuapé, escola que desfila na próxima sexta-feira (13), primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. Ela contou que a ideia de envasar e vender frascos do próprio suor veio de uma maneira inusitada, durante a rotina intensa de treinos e ensaios.
Isso porque ela postava fotos bastante suadas e os seguidores passaram a perguntar se venderia algumas gotas de seu suor. No primeiro momento, Karol achou que era brincadeira. Mas, com o tempo, percebeu que poderia ser uma forma de custear sua fantasia e preparação para o Carnaval.
Karol só não imaginava que essa venda inusitada iria quebrar barreiras e seria assunto em todo o mundo. Para ela, o interesse no Carnaval de São Paulo está cada vez maior e essa repercussão curiosa mostra todo o esforço que existe por trás do espetáculo carnavalesco.
“É curioso, porque para mim o Anhembi é um lugar de entrega, de responsabilidade com a escola. Quando vejo que isso atravessou fronteiras e virou assunto fora do Brasil, eu enxergo mais como um interesse pelo que é autêntico. O Carnaval de São Paulo é intensidade pura, física e emocional. Acho que essa repercussão mostra que o público lá fora também quer entender o que existe por trás do espetáculo, o esforço real de quem está ali”, disse a influenciadora.
Karol dá detalhes da rotina: ‘Não é algo banal’
Em conversa exclusiva com o portal BacciNotícias, a influenciadora contou um pouco da rotina de como faz para “envasar” esse suor e afirmou que, para quem acompanha de perto, sabe que não é algo banal — aquelas gotas contam a história daquele dia, com adrenalina, responsabilidade e envolvimento com a escola.
“Eu sempre deixo claro o contexto. Não é sobre ‘guardar suor’, é sobre registrar um momento específico de esforço. Um período de preparação para o Carnaval tem uma carga emocional diferente de um treino comum. Existe adrenalina, responsabilidade, envolvimento com a escola. Eu tenho cuidado justamente para não transformar isso em algo banal. Para quem acompanha, sabe que o valor está na história daquele dia”.
Karol também relatou que recebeu propostas mais altas para vender o suor do dia do desfile, mas optou por recusar. Isso porque ela entende que este momento é muito especial para transformar em algo comercial, além de todo o envolvimento que tem com a escola.
“O desfile tem um peso diferente para mim. Ali eu estou representando uma comunidade. Nem tudo precisa ser transformado em oportunidade comercial… Eu acho importante ter limite, porque isso preserva o respeito que eu tenho pelo samba e por aquele momento”, contou.

Influenciadora quer aproveitar os holofotes do Carnaval 2026
Por fim, a influenciadora disse que quer aproveitar todo esse engajamento que essa história curiosa e o Carnaval estão gerando para mostrar um pouco mais de sua rotina e o cuidado que tem com o seu corpo e sua saúde. Ela irá estrear como madrinha de bateria da Acadêmicos do Tatuapé, que tem como samba-enredo “Plantar para colher e alimentar – Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!”.
“As pessoas podem ter chegado pela curiosidade, mas elas continuam quando entendem minha disciplina, minha rotina, minha forma de encarar o que eu faço. O Carnaval amplia essa exposição, né? Estou feliz com esse momento”, finalizou.
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