A fala de Eduardo Bolsonaro sobre enviar um vídeo ao pai gerou críticas dentro do PL. Aliados consideram que a declaração pode ter agravado a situação de Jair Bolsonaro, que está proibido de qualquer comunicação externa por decisão do STF.

Eduardo Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Eduardo Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A declaração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro de que enviaria um vídeo ao pai, Jair Bolsonaro, provocou reação negativa entre dirigentes de direita e integrantes do PL. As informações são do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

Nos bastidores do partido, a avaliação é de que Eduardo agiu de forma imprudente e pode ter complicado a situação jurídica do ex-presidente, que atualmente cumpre pena em regime domiciliar.

Restrições impostas pelo STF

A preocupação ocorre porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Bolsonaro não pode manter qualquer tipo de comunicação externa.

A decisão inclui a proibição do uso de celular, aplicativos de mensagem ou acesso a conteúdos por meio de terceiros — o que, na prática, impede o recebimento de vídeos.

No domingo (29), Moraes chegou a solicitar explicações formais à defesa do ex-presidente após a declaração de Eduardo em um evento nos Estados Unidos.

Críticas internas no PL

A postura de Eduardo Bolsonaro já vinha sendo alvo de questionamentos dentro do partido desde o ano passado. Parte da sigla avalia que suas ações públicas acabam gerando desgaste adicional para Jair Bolsonaro.

Mesmo assim, o ex-deputado tem rebatido as críticas. Ele afirma que abriu mão de sua atuação política no Brasil para atuar no exterior em defesa do pai.

Clima de tensão

O episódio expõe divergências internas no campo conservador e aumenta a pressão sobre o entorno do ex-presidente, em um momento de atenção às decisões judiciais que envolvem seu nome.

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