Um homem foi preso suspeito de se passar por cuidador de idosos e furtar joias avaliadas em R$ 100 mil da casa de um idoso acamado. O crime ocorreu no fim de setembro, e o suspeito foi encontrado em Hortolândia após dias foragido. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por aplicar golpes semelhantes em outras cidades paulistas, com prejuízos que podem chegar a R$ 1,5 milhão. O COAF identificou movimentações financeiras suspeitas ligadas ao crime.
A Polícia Civil de Campinas (SP) prendeu, nesta quinta-feira (9), um homem suspeito de se passar por cuidador de idosos para furtar joias avaliadas em R$ 100 mil da casa de um idoso de 78 anos. O crime ocorreu em 29 de setembro, no bairro Mansões Santo Antônio. O suspeito, que estava foragido da Justiça desde então, foi localizado em Hortolândia (SP).
De acordo com as investigações, o homem foi indicado à família por uma empresa de Jundiaí (SP). A vítima, que estava acamada após uma cirurgia na coluna, precisava de cuidados de saúde e higiene. No entanto, já na primeira noite de trabalho, o falso cuidador arrombou uma gaveta do quarto e furtou diversas joias, além de uma quantia em dólares.
Segundo o delegado Rui Pegolo, da Divisão de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, o suspeito é alvo de outros inquéritos no estado, com vítimas em cidades como Santo André, Vinhedo e Campinas, onde já há quatro casos registrados. O prejuízo total pode ultrapassar R$ 1,5 milhão em três anos.
“Certamente há muitas outras vítimas. Algumas pessoas acabam não registrando boletim de ocorrência por acharem que não há provas suficientes contra ele”, afirmou o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados de busca, policiais encontraram um relógio digital na casa do suspeito. Ele foi indiciado por furto qualificado e lavagem de dinheiro. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) identificou movimentações bancárias atípicas e de alto valor, levantando a suspeita de que o dinheiro obtido com a venda das joias tenha sido lavado.
O homem foi encaminhado ao sistema penitenciário e nega participação no crime.
