A Polícia Civil do Rio fechou um call center que aplicava golpes em fiéis oferecendo orações falsas criadas por IA. O esquema, que movimentava cerca de R$ 3 milhões por ano, operava em Nilópolis e era comandado por um pastor.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) desarticulou, nesta quarta-feira (8), um call center que aplicava golpes em fiéis por meio de supostas orações personalizadas. A operação, conduzida por agentes da 57ª Delegacia de Polícia (Nilópolis), resultou na prisão de 35 pessoas, incluindo um pastor apontado como líder do esquema.
O grupo, que operava em Nilópolis, na Baixada Fluminense, lucrava cerca de R$ 3 milhões por ano ao explorar a fé das vítimas. Segundo a investigação, os golpistas ligavam para fiéis oferecendo orações em troca de doações via Pix ou boleto bancário, com valores médios de R$ 50. O dinheiro era transferido para contas ligadas à esposa do pastor.

Call Center falso é fechado pela policia do Rio – Crédito: Reprodução
As orações, no entanto, eram geradas por softwares de inteligência artificial, adaptadas conforme os pedidos e relatos das vítimas. O esquema contava com roteiros prontos, metas de arrecadação e divisão de lucros entre os “atendentes”, operando como uma verdadeira empresa de estelionato religioso.
O local foi descoberto após monitoramento e cruzamento de dados bancários. A polícia apreendeu computadores, roteiros de atendimento e comprovantes de transferências. As investigações continuam para identificar os demais administradores e beneficiários da fraude.
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