O cantor Oruam se tornou alvo de uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (29). Batizada de Operação Contenção, a ação investiga a expansão territorial da facção Comando Vermelho e seu esquema de lavagem de dinheiro.
O cantor Oruam se tornou alvo de uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (29). Batizada de Operação Contenção, a ação investiga a expansão territorial da facção Comando Vermelho e seu esquema de lavagem de dinheiro.

Oruam completou 26 anos e recebeu homenagem pública da noiva enquanto enfrenta pendências judiciais. Foto: Redes Sociais.
Além do artista, a mãe, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, o irmão dele também são alvos e estão sendo procurados pelas autoridades.
O rapper atualmente é considerado foragido da Justiça desde fevereiro de 2026, após ter sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio. A medida foi tomada devido a 66 violações da tornozeleira eletrônica, incluindo desligamentos do aparelho, enquanto cumpria prisão domiciliar por acusações de tentativa de homicídio contra policiais, resistência e desacato.
Segundo a Polícia Civil, estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital. Até o momento, um suspeito foi preso.
Como funcionava o esquema
As investigações, conduzidas ao longo de cerca de um ano, identificaram um sistema estruturado de lavagem de dinheiro. De acordo com os agentes, valores oriundos do tráfico eram repassados a operadores financeiros, que fragmentavam os montantes por meio de contas de terceiros.
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Esse processo incluía pagamento de despesas, aquisição de bens e estratégias de ocultação patrimonial, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos.
A polícia também apontou movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, o que reforça a suspeita de origem ilegal do dinheiro.
Ligações com lideranças do tráfico

Marcinho VP e Oruam || Reprodução: Redes Sociais
Durante a apuração, foram identificados diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”, apontado como uma das principais lideranças do grupo, e um miliciano.
As conversas indicariam a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, como liderança central da facção, mesmo estando preso há anos. Ele também é pai de Oruam.
Operação segue em andamento
As investigações continuam para identificar outros envolvidos, empresas utilizadas no esquema e possíveis beneficiários indiretos.
Segundo dados das autoridades, a ação já resultou em mais de 300 presos, além de 136 suspeitos mortos em confrontos. Também foram apreendidas cerca de 470 armas, incluindo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.
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