Kauany Beatriz de Sá Silva, filha de Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, apontada pelas autoridades como chefe do Comando Vermelho em Mato Grosso, publicou um vídeo nas redes sociais negando envolvimento com atividades criminosas e afirmando ser vítima de perseguição policial.

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Kauany Beatriz de Sá Silva, filha de Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, apontada pelas autoridades como chefe do Comando Vermelho em Mato Grosso, publicou um vídeo nas redes sociais negando envolvimento com atividades criminosas e afirmando ser vítima de perseguição policial.

A jovem está em prisão domiciliar desde o dia 6 de março, quando passou a usar tornozeleira eletrônica após ser presa durante a Operação Showdown. Ela é investigada por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

Vídeo nas redes sociais

No vídeo publicado em seu perfil, Kauany afirma que não tem participação em crimes e que a abordagem policial ocorreu enquanto realizava uma ação social. Segundo o relato, ela estava fazendo a entrega de presentes para crianças quando foi abordada por agentes. A jovem também afirmou que não portava qualquer material ilícito no momento da abordagem. Durante a gravação, Kauany comparou sua situação à de pessoas que são julgadas apenas por terem parentes envolvidos em crimes.

Investigação aponta lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações, Kauany é suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 20 milhões provenientes do tráfico de drogas. Os investigadores apontam que ela utilizaria empresas de fachada para dar aparência legal ao dinheiro ilícito.

Entre os negócios citados estão empreendimentos ligados aos setores de beleza e venda de calçados. Além disso, a jovem também teria divulgado jogos de azar online nas redes sociais, prática que, segundo a polícia, poderia servir para movimentar valores do esquema.

Ostentação nas redes sociais

Antes da prisão, Kauany acumulava mais de 42 mil seguidores nas redes sociais. Em suas publicações, apareciam registros de viagens internacionais e momentos de ostentação. Entre os destinos exibidos estavam cidades como Dubai e Roma.

Outros investigados seguem presos

A Operação Showdown também resultou na prisão preventiva de outros suspeitos ligados ao caso. Entre eles estão o marido e o avô de Kauany, que continuam detidos enquanto as investigações prosseguem para apurar o funcionamento do suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

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