A Polícia Civil de São Paulo revelou neste domingo (3) que familiares das crianças vítimas de um estupro coletivo, ocorrido no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste da capital, demoraram a denunciar o crime por medo de represálias.
A Polícia Civil de São Paulo revelou neste domingo (3) que familiares das crianças vítimas de um estupro coletivo, ocorrido no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste da capital, demoraram a denunciar o crime por medo de represálias.

Secretário de segurança pública de São Paulo (Foto: Reprodução)
Segundo as investigações, o caso só chegou ao conhecimento das autoridades após denúncias feitas por influenciadores nas redes sociais.
O crime aconteceu no dia 21 de abril, mas só foi formalmente registrado três dias depois, em 24 de abril. A denúncia ocorreu após a irmã de uma das vítimas ter acesso a um vídeo do abuso que circulava na internet.
Mesmo com as imagens sendo compartilhadas, a família ainda não havia procurado a polícia.
Pressão e medo
De acordo com a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, os familiares foram pressionados por pessoas da comunidade para não registrar ocorrência.
“As vítimas estavam sendo pressionadas para não irem à delegacia. Embora o conteúdo estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa. Os investigadores então localizaram as vítimas e as encaminharam para exames”, explicou.
Ainda segundo a delegada, havia uma tentativa de resolver a situação sem a intervenção das autoridades.
“O que foi relatado é que queriam resolver entre eles e evitar que a polícia tomasse conhecimento”, afirmou.
Suspeitos identificados
A polícia identificou cinco envolvidos no crime, sendo quatro adolescentes e um adulto.
Até o momento, três menores já foram apreendidos. Um quarto adolescente segue foragido. O suspeito maior de idade foi preso na cidade de Brejões, na Bahia, e deve ser transferido para São Paulo.
Todos deverão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens envolvendo menor e corrupção de menores.
Vídeo chocante
Um dos pontos que mais chocam no caso é a informação de que os abusadores teriam gravado a violência e divulgado as imagens na internet. Vídeos e áudios atribuídos ao crime passaram a circular nas redes sociais, aumentando a comoção pública. O Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos mas optou por não divulgá-las devido ao grau de crueldade contra as vítimas.
As duas crianças recebem acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra está sob os cuidados do pai, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
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