Carlos e Jair Renan participaram de uma vigília no condomínio onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. O ex-presidente é acusado de conspirar para se manter no poder após perder as eleições de 2022 e pode pegar até 43 anos de prisão caso seja condenado.
Na noite de segunda-feira (1º), Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e diversos apoiadores do ex-presidente se reuniram em frente ao condomínio Solar de Brasília, localizado no Jardim Botânico, área nobre da capital federal, onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A manifestação contou com cartazes, bandeiras do Brasil, orações e gritos de apoio. Muitos dos presentes também pediram “justiça” e protestaram contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida foi decretada após investigações apontarem que o ex-presidente teria participado de um suposto plano para permanecer no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022. Segundo o inquérito, Bolsonaro e aliados são acusados de atuar em uma tentativa de ruptura institucional, articulando ações para desacreditar o processo eleitoral.
Além de Bolsonaro, outros sete réus também respondem ao processo. O grupo é acusado de cinco crimes: associação criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, incitação de militares contra as instituições, divulgação de fake news para interferir na democracia e tentativa de golpe de Estado. Caso sejam condenados com a pena máxima para todos os delitos, podem pegar até 43 anos de prisão.
Durante a vigília, Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, não deu entrevistas, mas circulou entre os apoiadores, enquanto Jair Renan tirava fotos com simpatizantes. Os filhos do ex-presidente agradeceram as manifestações de apoio e reforçaram a narrativa de perseguição política contra o pai.
Nas redes sociais, bolsonaristas compartilharam vídeos do ato, exaltando a mobilização. A defesa de Jair Bolsonaro, por sua vez, nega todas as acusações e afirma que não houve qualquer tentativa de golpe, classificando o processo como “politicamente motivado”.
