Flávio Bolsonaro (PL) recebeu um convite da Casa Branca para um possível encontro com Donald Trump, segundo assessores do senador. A articulação teria sido feita pela equipe do pré-candidato com apoio de Eduardo Bolsonaro e aliados do governo norte-americano. A viagem aos EUA é vista como tentativa de criar uma agenda positiva em meio à crise envolvendo a relação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”.
O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu um convite da Casa Branca para ter uma agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi confirmada por assessores do senador, que afirmam que as negociações para o encontro estão em andamento.

Flávio Bolsonaro ((Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Segundo interlocutores da campanha, a articulação partiu da própria equipe de Flávio e contou com a atuação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que teria acionado aliados próximos ao governo norte-americano.
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Entre os nomes envolvidos nas tratativas está Darren Beattie, ex-redator da Casa Branca e atual conselheiro do Departamento de Estado dos EUA. De acordo com assessores, Beattie estaria conduzindo as negociações ao lado do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Data do encontro ainda não foi definida
Apesar do convite ter sido feito, aliados de Flávio afirmam que ainda não existe confirmação oficial da reunião com Trump. A equipe do senador avalia qual seria o melhor momento para a viagem a Washington, que pode acontecer já na próxima semana.
Nos bastidores, integrantes da pré-campanha discutem se a realização do encontro agora seria estrategicamente positiva e se a Casa Branca aceitará encaixar a agenda nos próximos dias.

Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)
Segundo pessoas próximas ao parlamentar, o convite é visto como uma oportunidade de fortalecer a imagem internacional de Flávio Bolsonaro e aproximá-lo ainda mais do eleitorado conservador alinhado ao trumpismo.
Viagem ocorre em meio à crise do Banco Master
A possível agenda nos Estados Unidos acontece em meio à turbulência enfrentada pela pré-campanha de Flávio após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Nos últimos dias, o senador admitiu ter pedido recursos a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também confirmou ter visitado o empresário após sua primeira prisão no âmbito da Operação Compliance Zero.
A crise provocou desgaste dentro do próprio PL, mudanças na equipe de comunicação da campanha e pressão de aliados para que Flávio esclareça todos os detalhes da relação com o ex-banqueiro.
Estratégia para criar “agenda positiva”
Interlocutores do senador admitem reservadamente que a ida aos Estados Unidos serviria também para tentar construir uma agenda positiva em meio ao desgaste político provocado pelo caso Vorcaro.
A avaliação da equipe é que uma imagem ao lado de Trump poderia reforçar o discurso conservador da campanha e reposicionar Flávio no debate político após dias de repercussão negativa.
Mesmo assim, aliados reconhecem que ainda há cautela sobre a oficialização do encontro e sobre o impacto político que a viagem pode gerar no atual cenário da pré-campanha presidencial.
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