O Carnaval costuma alterar a rotina, aumentar a exposição a aglomerações e reduzir hábitos de autocuidado. Nesse cenário, especialistas alertam que a atenção com a saúde bucal e a prevenção de doenças infecciosas é fundamental para evitar problemas durante e após a folia.

Carnaval de Olinda. (Reprodução | Ralph Fernandes)
Carnaval de Olinda. (Reprodução | Ralph Fernandes)

O Carnaval costuma alterar a rotina, aumentar a exposição a aglomerações e reduzir hábitos de autocuidado. Nesse cenário, especialistas alertam que a atenção com a saúde bucal e a prevenção de doenças infecciosas é fundamental para evitar problemas durante e após a folia.

Higiene bucal não pode entrar em pausa

O BacciNotícias conversou com a cirurgiã-dentista Raquel Carrijo, que falou sobre quais os cuidados que devem ser redobrados durante o período de festa. Segundo a especialista, a correria típica das festas não pode ser desculpa para abandonar a rotina de cuidados com a boca. A manutenção de hábitos simples reduz significativamente o risco de inflamações e infecções.

“Escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia, usar fio dental e, quando possível, enxaguante bucal ajuda a prevenir inflamações, cáries e infecções”, orienta a dentista.

A especialista também destaca a importância da hidratação. A boca seca favorece a proliferação de bactérias, o que pode desencadear mau hálito, gengivite e outras complicações.

Raquel Carrijo, cirurgiã-dentista. (Reprodução / divulgação)

Álcool e compartilhamento de objetos aumentam riscos

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas é outro fator que pode comprometer a saúde bucal. De acordo com Raquel, o álcool reduz a produção de saliva e cria um ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias.

“O ressecamento da boca, somado ao alto teor de açúcar e acidez dessas bebidas, favorece o desgaste dental e o surgimento de problemas bucais”, explica.

Ela alerta ainda que feridas na boca, gengivas inflamadas ou pequenos sangramentos facilitam a entrada de microrganismos. Por isso, compartilhar copos, latas, canudos ou escovas de dente é desaconselhado, especialmente em ambientes de festa.

Sinais que merecem atenção

Dor persistente, sangramento gengival, inchaço, feridas que não cicatrizam ou sensibilidade exagerada não devem ser ignorados. Segundo a dentista, esses sintomas indicam a necessidade de avaliação profissional, principalmente se surgirem ou se intensificarem após o período festivo.

Aglomeração favorece doenças infecciosas

Além da saúde bucal, o Carnaval também aumenta a exposição a doenças infecciosas. A infectologista Fernanda Guioti Puga, do Grupo São Lucas, explicou que o ambiente de festa reúne fatores que facilitam a circulação de vírus e bactérias.

“O Carnaval tende a aumentar as doenças infecciosas porque reúne aglomerações, contato físico próximo e, muitas vezes, o relaxamento das medidas de prevenção”, afirma.

Entre os principais riscos estão infecções respiratórias, gastrointestinais e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A médica recomenda o uso de preservativos, hidratação frequente, consumo de alimentos de procedência confiável e aplicação regular de repelente para prevenção de arboviroses, como a dengue.

Também é importante evitar o compartilhamento de utensílios e manter a higienização das mãos.

Reprodução / divulgação

Atenção aos sintomas após a folia

Após o feriado, a orientação é observar sinais como febre, dores no corpo, manchas na pele ou lesões genitais. Em situações de exposição de risco ao HIV, a profilaxia pós-exposição deve ser iniciada em até 72 horas.

“Carnaval não precisa ser sinônimo de risco. Informação, prevenção e autocuidado garantem uma folia mais tranquila”, reforça a infectologista.

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